terça-feira, 8 de abril de 2014

20140408 Tortura escolar

Tortura escolar


Vamos refletir um pouco sobre o filosofo Jeremy Bentham e o que dele se pode pensar para a aprendizagem atual.

Biografia resumida buscada no Wikipedia: Jeremy Bentham (Londres 15/02/1748 a 06/06/1832 filósofo e jurista inglês, junto com John Stuart Mill e James Mill, difundiu o utilitarismo teoria acerca das questões do que fazer, admirar e como viver, para maximização da utilidade e da felicidade.
Em 1789, concebeu o Pan-óptico, que foi pensado como um projeto de prisão modelo para a reforma dos encarcerados. Mas, por vontade expressa do autor, foi também um plano exemplo para todas as instituições educacionais, de assistência e de trabalho.


_ Nossa função é manter os diabinhos dentro das salas, para eles não irem para a rua se drogar. - disse o professor na Sala dos Professores de uma escola do Estado de São Paulo onde lecionei entre 2001 e 2002.


Temos as escolas como verdadeiras prisões, nos moldes mesmo do Panóptico de Bentham, e junto a isso temos professores odiando os alunos; e mais, os pais se descartando da responsabilidade de educar seus filhos, como se a tarefa da educação fosse da escola.


O quadro é negro, sem qualquer trocadilho.


O Ensino Público é uma piada: condições materiais das escolas deploráveis; salas de aulas com grande número de alunos; o esquema olho na nuca do companheiro da frente; professores odeiam e temem os alunos; uma grade curriculam rígida em completo desacordo com cada uma das individualidades; os alunos não tem o menor interesse nas matérias, (e com razão)  pois não percebem uma ligação de tudo aquilo com a vida prática; por outro lado, o mundo fora da escola pululando de coisas muito mais interessantes para os jovens e adolescentes.


A grande questão: Precisamos formar as novas gerações.


Concordo plenamente com essa necessidade. Discordo totalmente é da ótica dada pelos diversos "experts" ou "palpiteiros" cuja preocupação maior é inserir o jovem no mercado de trabalho. Putz! Não é nada disso. Precisamos formar seres humanos cultos, multifacetados em seus saberes. A tal ponto formados que a
escolha do caminho a seguir poderá ou não ser a do trabalho como profissional liberal; poderá ser ou não de um trabalho como tecnólogo em alguma empresa. Hoje novas perspectivas profissionais nascem a cada dia.


Que tal Analista Ambiental? Formado num Curso de Gerenciamento Costeiro.


Por que não Designer de Objetos para Plantas Industriais?


Primeiro Passo: Acabar de vez com as Escolas Prisões.


Segundo Passo: Passar a respeitar a individualidade de cada aluno. Permitindo e incentivando o auto-estudo. Com um Professor Orientador, bem formado e bem remunerado, gerindo o avanço do aluno, e este vai "matando" as disciplinas, e avançando na construção do seu Curriculum Escolar. Somem as salas de aulas e
nascem as saletas de aconselhamento de alunos. Evidentemente toda a arquitetura das escolas será alterada. Pátios com mesas de diversos tamanhos para estudo individual ou em grupo. Espaços de convivência e troca de experiências. Enfim, outra coisa.


Terceiro Passo: Transferir ao aluno a responsabilidade de sua trajetória escolar. Este terceiro passo está muito ligado ao segundo. Isto tira da escola o papel autoritário de uma "entidade impositora", dando a esta o caráter de "entidade disponibilizadora do saber". Reverte a ótica completamente.


Quarto Passo: Reordenar o papel dos Municípios; dos Estados e do Governo Federal como entidades aferidoras por excelência. Disponibiliza os Professores Orientadores e verifica os conheciumentos dos alunos por disciplina. E basta.


Quinto Passo: Permitir o ensino no seio da família. Que impede de um professor universitário, um engenheiro bem formado ensinar seus filhos no Lar e submete-los aos exames de verificação de conhecimentos por disciplina promovido pelas entidades governamentais?



Num tempo como o nosso, quando todo o conhecimento está num aparelhinho celular, ao qual o menino e a menina carregam para baixo e para cima, consultando-o todo o tempo; não podemos pretender atrair a atenção dos alunos com uma voz monotonica e desmotivada de uma sala de aulas.


O Tempo da Velocidade não permite métodos medievais.


Das pernas humanas passamos ao cavalo; carruagem; carro; trem; avião; jatos; foguetes; a velocidade do tempo trouxe as tecnologias hoje presentes.


Jeremy Bentham veio à minha tela num clique. Esse é nosso tempo.


Deixar crianças e jovens olhando na nuca de seu colega é sadismo; tortura medieval incompatível com o tempo e com a inteligência da atualidade.



Paulo Cesar Fernandes

08 04 2014

domingo, 6 de abril de 2014

20140406 Tortura Psicológica em Santo André

Tortura Psicológica em Santo André


Como sou inocente! Sempre fui!


Acabo de assistir ao filme de Maria de Medeiros, na verdade o documentário "Repare Bem" finalizado em 2012, onde a cineasta portuguesa foca um caso da Ditadura Militar no Brasil.


Nesse filme, só nesse filme, eu me dei conta de tudo aquilo ocorrido comigo na Prefeitura de Santo André:


a minha mudança de local de trabalho, me distanciando
do Paço Municipal, me enviando ao Hospital Municipal pretensamente para o informatizar;


o sarcasmo que fui vítima por parte de meu Diretor Márcio de alguma coisa que não interessa agora;


o sarcasmo da Mirian de alguma coisa, e do pessoal da Secretaria de Administração que se valia do nome do novo companheiro da
minha ex-companheira para me fustigar (não importa se me machucava ou não, importa a intencionalidade);


o meu afastamento do Núcleo da Rede de Computadores que eu implantei e ainda tinha uma ligação emocional com tudo aquilo;


o cerceamento de minha presença nas diversas Secretarias da Municipalidade, e outras coisas de menor expressão.

Tudo isto foi um processo de Tortura Psicológica.


Não havia uma tortura física, mas uma frequente desvalorização de meu trabalho, e de mim enquanto ser humano. Fustigação constante.


Um frequente afastamento e apagamento da minha pessoa, do valor do trabalho por mim realizado, de minhas opiniões, entre o grupo que compunha a Assessoria da Diretoria de Informática da Prefeitura Municipal de Santo André.


Acho que sou forte. RESISTI!


Este filme me despertou. A Arte é imensa exatamente por isso.


Eu nunca tinha pensado nisso. Nesta sequencia de filmes sobre os 50 anos do Golpe Militar no Brasil veiculados pelo Canal Brasil, eu vi muita coisa, e muita coisa me sensibilizou. Até porque os meus ideais são os ideais dos mortos, mortos tantos nesse período.


E na somatória das coisas que vi, encontrei similitudes com o
ocorrido comigo na segunda Administração do Celso Daniel na cidade de Santo André.


Eu nunca me dera conta de tudo aquilo, justamente numa administração do PT, partido que eu ajudara a construir em Santos, subindo morros. Militando. Aliás aprendi a militar politicamente no PT. Aprendi a lidar com e amar o povo brasileiro nas ruas, em trabalhos para o PT.


Quando a Mirian mandou me chamar eu fui com alegria, pois precisava de trabalho e teria ali uma valiosa oportunidade de aprendizado. O que sempre me encanta.


E eram pessoas aos quais eu tinha e tenho carinho. Tenho certeza, mesmo eles, não se davam conta na ocasião do que faziam. De quão profundo cada ato deles me talhava a alma.


Para mim tudo aquilo não passava de uma maneira de me obrigar a pedir demissão. Se livrar de mim, pois já tinha realizado a tarefa necessária para eles, e tinha o defeito de ser ético e intransigente. Principalmente a ética os aborrecia. Não fosse assim Celso Daniel estaria vivo hoje.


Me encanta a similitude dos processos autoritários todos. Me encantam as descobertas.


Quando eu prego a Libertação do Homem. É no sentido de não se prender a instituição nenhuma. Não se submeter.


Pois em todas nas quais participei encontrei autoritarismo. Gente que é incapaz de conviver com opiniões divergentes na prática. No discurso tudo é muito belo, mas diante de uma opinião divergente o ditador a alija de sua frente. Me exilaram no Hospital Municipal uma prática terrível entendo hoje.


Assim, reafirmo com toda minha convição: Liberte-se de todas as instituições.


Apenas em voo livre somos capazes de apreciar as belezas da Vida.


E seguir adiante apesar de tudo.


Saúde e Paz a todos.


Paulo Cesar Fernandes

06 04 2014 

sábado, 5 de abril de 2014

20140405 Razões para sonhar

Razões para sonhar


Por que eu combato o materialismo e o capitalismo?


Por estimularem a competição, fonte de animosidades, e mesmo de ódio entre as pessoas.


Como pode uma sociedade qualquer se pautar num clima mental perverso?


Como pode alguém ser feliz se pensa e pretende o mal para seu semelhante? Essa é uma inconsistência íntima da sociedade em que vivemos.


Uns querem ser mais que os outros. Querem o mal dos outros. Se odeiam e se matam. É um absurdo.



Tempo virá em que olharemos este presente, sentindo o mesmo distanciamento alimentado pelos hominídeos habitantes das árvores.


Quando será o tempo de harmonia entre os habitantes de nosso planeta?


Somos herdeiros de séculos e séculos de agressividade, brutalidades e injustiças.


Temos necessidade de reverter esse quadro dantesco, para dar lugar a uma Terra mais habitável, mais propícia à presença de almas voltadas para o Bem e para o Progresso.

Bagda junto ao Tigris


Fechar o Ciclo da Barbárie no Brasil e no mundo, não é tarefa para governos; ou super-heróis vindos das galáxias distantes.


É tarefa para cada um de nós. Pequeno ou grande. Com maior ou menor instrução. De qualquer etnia, ou profissão de fé.


Ou fé nenhuma.


Pede-se apenas e tão somente o Senso de Justiça.


Homens Justos formarão o planeta do amanhã sonhado por nós.


Os demais são o Resto. E podemos sempre desprezar o Resto sem perigo de perdas.


A Terra e seus habitantes merecem um futuro melhor, onde impere o Bem, a Sinceridade e a Justiça.


A Felicidade será decorrência natural.


Paulo Cesar Fernandes

05 04 2014

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

20140402 Querem pensar por nós

Querem pensar por nós


Grandes pensadores como Freud; Jung; Erich Fromm; Descartes; Kant e Hegel devem ser lidos em suas obras e nunca através de seus comentadores.


Comentadores complicam tudo. Quando lemos uma grande obra, a lemos e a compreendemos segundo nosso limite de apreensão das ideias expostas.


Os camaradas comentam e sempre querem aparecer mais que o autor, ou fazer-nos pensar através de sua visão de mundo.


A Tua visão de mundo deve ser a única importante para ti.


Baixe da WEB e leia algo de Freud, chega a ser suave a leitura. Jung sempre nos elevando a alma, Erich Fromm traz em seu humanismo toda a tradição do povo de Israel.


Vai sem medo e le.


Fazem muito terror em cima do conhecimento. E o único objetivo é nos deixar distante dele para sermos mais facilmente dominados.


"Todas as pessoas querem dominar o mundo." Este fragmento de uma música da compositora, cantora e escritora Pathi Smith diz tudo. E cada um de nós é o mundo que as outras pessoas buscam dominar das mais diversas formas.


"Te cuida!" é uma frase muito usada pelos tradutores dos filmes americanos. Mas para nós tem um sentido mais profundo: intelectual. Pois, ao final das contas: "Somos o que os outros fizeram de nós." algo muito lúcido dito na década de 60 pelo pensador francês Jean Paul Sartre.


Que buscou dizer Sartre?


Todas as instituições agiram tentando nos fazer ver segundo a ótica delas. E quando nos afastamos deles, por estar em busca de outros caminhos tão somente, somos tidos por inimigos.


Passei por isso quando fazia parte de uma corrente de esquerda abrigada dentro de um partido. Em nosso núcleo, de 30 pessoas militantes, poucos foram os que compreenderam esse meu novo rumo.


Quanto a ti?


Pensa! E busca a tua Liberdade.


O resto é Resto mesmo, nenhuma importância tem.


Paulo Cesar Fernandes

02 04 2014

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terça-feira, 1 de abril de 2014

20140401 Uma verdade de Pedro

“Deixe a Cúria, Pedro”

de D. Pedro Casaldaliga

02/03/2013
   

Pedro Casaldáliga, Bispo.


Poema de Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de S. Félix do Araguaia para reflexão pós-renúncia do papa. Ele é um pastor, um profeta e um poeta que vive ameaçado de morte por defender indígenas e camponeses. Sempre pleiteou por uma Igreja pobre, testemunhal, longe dos hábitos palacianos e principescos dos Papas, cardeais e bispos que estão a quilômetros luz do exemplo do Nazareno, carpinteiro, campones mediterrâneo, pobre e Filho de Deus encarnado em nossa miséria. Enquanto a instituição-Igreja não se espelhar nesse pobre de Nazaré andará sempre às voltas com escândalos derivados do poder que ela assumiu como eixo estruturador de toda sua organização.Vale recordar a frase do católico Lord Ancton, professor de história em Cambridge ao comentar o poder absoluto das Papas renascentistas:”Todo poder corrempe e o absoluto poder corrompe absolutamente”. É o que temos, tristemente, testemunhado no ocaso do pontificado de Bento XVI.
 
Leonardo Boff


Deixa a cúria, Pedro!


Deixa a Cúria, Pedro,
Desmonta o sinédrio e as muralhas,
Ordene que todos os pergaminhos impecáveis sejam alterados
pelas palavras de vida e amor.



Vamos ao jardim das plantações de banana,
revestidos e de noite, a qualquer risco,
que ali o Mestre sua o sangue dos pobres.



A túnica/roupa é essa humilde carne desfigurada,
tantos gritos de crianças sem resposta,
e memória bordada dos mortos anônimos.



Legião de mercenários assediam a fronteira da aurora nascente
e César os abençoa a partir da sua arrogância.
Na bacia arrumada, Pilatos se lava, legalista e covarde.



O povo é apenas um “resto”,
um resto de esperança.
Não O deixe só entre os guardas e príncipes.
É hora de suar com a Sua agonia,
É hora de beber o cálice dos pobres
e erguer a Cruz, nua de certezas,
e quebrar a construção – lei e selo – do túmulo romano,
e amanhecer
a Páscoa.



Diga-lhes, diga-nos a todos
que segue em vigor inabalável,
a gruta de Belém,
as bem-aventuranças
e o julgamento do amor em alimento.



Não te conturbes mais!


Como você O ama,
ame a nós,
simplesmente,
de igual a igual, irmão.



Dá-nos, com seus sorrisos, suas novas lágrimas,
o peixe da alegria,
o pão da palavra,
as rosas das brasas…
… a clareza do horizonte livre,
o mar da Galileia,
ecumenicamente, aberto para o mundo.
 

 Pedro Casaldáliga, Bispo.


Fonte: Revista Missões.

===

O profeta de São Félix do Araguaia no Mato Grosso sabe no corpo de quem está Jesus encarnado. E a cada Jesus que encontra pelos caminhos tem uma palavra de encorajamento, um afago, um olhar de carinho.

Se o Parkinson lhe faz a mão tremer, o coração segue firme e forte como no tempo em que deixou sua Itália natal para colocar sua vida a serviço do "Povo de Deus" como bem os chama.

Não é possível falar de Pedro sem que a emoção nos tome a alma. Uma vida toda de lutas contra as injustiças tantas na sua Prelazia, na Nicarágua e no mundo.

Que eu mereça aprender algo com essa alma diretriz, cuja simplicidade é o foco orientador. E que possa refletir um pouco dessa luz no tempo que tenho pela frente, pautando a vida no perdão, na simplicidade e no amor. Mas lutando bravamente contra os fariseus vários e contra as injustiças todas.

Se aquele Pedro viveu o tento que viveu; por que motivo este Paulo não poderá viver para servir de alguma forma seus semelhantes.

Paulo Cesar Fernandes

01 04 2014


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20140401 Víctor Heredia e sua razão de viver

 Alguns homens, por sua coerência, por seus ideais tantos, são maiores que o próprio nome. Um desses é

Víctor Heredia

De Wikipedia, la enciclopedia libre
        
 
Víctor Heredia
Plaza de Mayo - Silvio Rodríguez y Víctor Heredía durante el Festival Todos Somos Argentinos-25-may-06-presidencia-govar.jpg
Víctor Heredia con Silvio Rodríguez
Datos generales
Nombre real
Víctor Ramón Cournou Heredia
Nacimiento
24 de enero de 1947 (67 años)
Origen
Cónyuge
Marisa[1]
Hijos
5[1]
Ocupación
Información artística
Género(s)
Instrumento(s)
Período de actividad
1968 - presente
Discográfica(s)
RCA Víctor
Microfón
PolyGram
BMG
AlterNativo Americano
EMI
Sony-BMG
Artistas relacionados
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Sitio web
 
 
Víctor Heredia (Buenos Aires, 24 de enero de 1947) es un destacado cantautor argentino. Como autor y compositor, ha ganado el Festival Internacional de la Canción de Viña del Mar en cuatro ocasiones: en la competición internacional en 1997, 2001 y 2009, y la folclórica en 2004.[2]

Biografía

Nació en el barrio de Monserrat, de la ciudad de Buenos Aires, y se crió en Paso del Rey, partido de Moreno, en el segundo cordón del Gran Buenos Aires. Su familia paterna es de origen francés, mientras que su abuela materna pertenecía a la etnia capayán, y había nacido en los Valles Calchaquíes, de la provincia de Catamarca.[3] Si bien comenzó a cursar la primaria en el barrio de Monserrat, a los 9 años ingresó a la Escuela 18 de Paso del Rey donde terminó la primaria.[4]
 
 
En 1967, con 19 años de edad, obtuvo el premio Revelación Juvenil en el Festival de Cosquín. En 1969 obtuvo el premio Consagración en el mismo festival y su álbum El viejo Matías superó las 500 mil copias vendidas. En 1974 editó un álbum en homenaje al poeta chileno Pablo Neruda.[5]
 
 
Se destaca en su obra su compromiso por los problemas sociales en América Latina y los derechos humanos. Ha grabado con artistas de la talla de Joan Manuel Serrat, Mercedes Sosa, León Gieco, Milton Nascimento, el Cuarteto Zupay, Silvio Rodríguez y Pablo Milanés, Geo Meneses entre otros. Durante su juventud militó en el Partido Comunista, organización de la que se desvinculó en 1978, por su supuesta cercanía con el gobierno de facto de Jorge Rafael Videla.[6]
 
 
Padeció la censura impuesta por la dictadura militar argentina iniciada en 1976.[5] Su hermana, María Cristina, fue secuestrada junto a su esposo el 17 de junio de ese año y aún permanece desaparecida.[7] Heredia colabora estrechamente con organizaciones que denuncian los crímenes de la dictadura, tales como las Madres de Plaza de Mayo y las Abuelas de Plaza de Mayo y también con organizaciones de Pueblos Originarios.
 
 
Entre sus obras se encuentran éxitos como «Todavía cantamos» y «Sobreviviendo» (Solo quiero la vida, 1984), «Bailando con tu sombra (Alelí)» (Fénix, 2003), «Coraje», «Razón de vivir», «Amanecer frente a tu casa», «Esa libertad que soñamos», «El viejo Matías», «Ojos de cielo» o «Dulce Daniela», y álbumes como Taki Ongoy, en homenaje al movimiento milenarista, político-religioso (1560 - 1572) contra la aculturación española. En 1986 Víctor Heredia compuso esa obra conceptual que recuerda este movimiento y la lucha de los pueblos americanos por su libertad.
 
 
En 1985 recibió un Premio Konex - Diploma al Mérito en la disciplina Baladista y en 1995 recibió el Konex de Platino en la disciplina Autor / Compositor de Pop / Balada. En 2003 editó el álbum Argentina quiere cantar, que registró una serie de conciertos que brindó junto a Mercedes Sosa y León Gieco.[5] En 2004 incursionó en la literatura y publicó la novela Alguien aquí conmigo, a la cual le siguió Rincón del diablo dos años después.[8]

 

Discografía

 

 

Colectivos




Paulo Cesar

01 04 2014

P.S.: Se voce não opinar nos comentários penso que CURTIU apenas sem ler. E te deleto dos meus amigos.

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sábado, 29 de março de 2014

20140329 Das nossas mãos

Das nossas mãos


Eu quero quebrar todas as cristaleiras.

Não ficará pedra sobre pedra.

Nada do passado.


Terreno arrasado para fazer nascer tudo de novo.


Feito por nós, em forma de mutirão, construindo juntos casas populares; construindo juntos escolas de verdade, onde a premissa maior seja o respeito e a liberdade; edificando hospitais populares e grandes ambulatórios de especialidades; a gente vai estar tão junto e tão ocupado no trabalho, que ninguém vai pensar em violência, e nem querer o que é do outro, pois vai ter para todos em igual medida; e claro que vai ter o futebol e a praia no fim de cada dia.


Mas tudo vai nascer da mais pura alegria.


As palavras companheiro, camarada, irmão ganharão novas significações, pois estaremos todos em construção de algo, e em construção de nós mesmos, cada um doando a sua parte, segundo as suas possibilidades.


Não veremos a preguiça, mas apenas o fervor de reconstrução de tudo aquilo que sempre nos foi negado. Que sempre nos interditaram, por interessses tão sujos que nem vale lembrar. Esquecer o passado. Teremos arrasado tudo, e começado tudo de novo.


Como sempre, alguns ficarão pelo caminho.


Mas veremos o verde da Esperança recobrir os corações.



"Quem tem de noite a companheira
Sabe que a paz é passageira
Prá defendê-la se levanta
E grita: Eu vou..."


(Marcos e Paulo Sérgio Valle - Viola Enluarada)



Não seremos unidades, mas somatórias. E cada vez mais se somando e se somando, pois é das nossas mãos o mundo que vem nascendo.


De mais ninguém é a culpa, é toda nossa a culpa da renovação, desses prédios, dessa terra florindo e frutificando.


É tudo culpa nossa.


Nós. Nós que quebramos as cristaleiras, que derrubamos as prateleiras, que desordemanos toda a sala de jantar, cozinha e quartos. Nós que trouxemos novos hábitos matando o egoísmo e brotando em seu lugar a bela solidariedade.


É tudo culpa nossa. Pois tivemos coragem. Matamos o passado e implantamos o Novo Mundo, da Nova Era.


Eles ficaram para trás? É pena. Pois a vida de verdade deve seguir adiante sem eles.


Nada do passado. Só temos olhar de ver o futuro. O corpo cansado mas febril de sonhos, pois sempre haverá muito a fazer.


Que assim seja, e assim será !


Portal Fernandes

29 03 2014