sábado, 1 de julho de 2017

Rev. Espírita 1869 Março Rossini



Um incentivo ao progresso e à evolução. Para nós, aqui no início da escalada, pode nos parecer fantasioso. Mas, paremos a olhar o movimento das nuvens, talvez consigamos ter, uma tênue 
percepção do mostrado, ou dito por Rossini. [PC]












A MÚSICA E AS HARMONIAS CELESTES.

(Paris, grupo Desliens, 5 de janeiro de I869. - 
Médium Sr. Desliens.)

Tendes razão, senhores, de me lembrar minha promessa, porque o tempo, que passa tão rapidamente no mundo do espaço, tem minutos eternos para aquele que sofre sob o aperto da prova! Há alguns dias, algumas semanas, eu contava como vós; cada dia
acrescentava toda uma série de vicissitudes às vicissitudes já suportadas, e a taça ia se enchendo piano, piano.


Ah! vós não sabeis o quanto um elogio de grande homem é pesado para carregar! Não desejeis a glória; não sejais conhecidos; sede úteis. A popularidade tem os seus espinhos, e, mais de uma vez, me encontrei pisado pelas carícias muito brutais da multidão.


Hoje, a fumaça do incenso não me embriaga mais. Eu pairo sobre as mesquinharias do passado, e é um horizonte sem limite que se estende diante de minha insaciável curiosidade. Também, as horas caem por grupos na ampulheta secular, e sempre procuro, sempre estudo, sem jamais contar o tempo escoado.


Sim, eu vos prometi; mas quem pode se gabar de ter uma promessa, quando os elementos necessários para cumpri-la pertencem ao futuro? O poderoso do mundo, ainda sob o sopro das adulações dos cortesões, pode querer mitigar o problema corpo a corpo; mas não era mais de uma luta factícia que se tratava aqui; não havia bravos, barulhentas aclamações para me encorajar e ocultar a minha fraqueza. Era, e é ainda a um trabalho sobre-humano que ataquei; é contra ele que luto sempre, e se espero dele triunfar, não posso no entanto dissimular o meu esgotamento. Estou abatido... agoniado!... repouso antes de explorar de novo; mas, se hoje não posso vos falar do que será o futuro, saberei talvez apreciar o presente: ser crítico, depois ter sido criticado. Vós me julgareis, e me aprovareis se eu for justo, o que tentarei fazer evitando as personalidades.


Por que tantos músicos e tão poucos artistas? tantos compositores, e tão poucas de verdades musicais? Ai de mim! é que não é, como se acredita, da imaginação que a arte pode nascer; não há outro senhor e outro criador senão a verdade. Sem ela, nada é, ou não é senão uma arte de contrabando, de imitação, da contrafação. O pintor pode iludir e mostrar o branco, onde ele não colocou senão uma mistura de cores sem nome; as oposições de nuanças criam uma aparência, e foi assim que Horace Vernet, por exemplo, pôde fazer parecer de um branco brilhante um magnífico cavalo baio.


Mas a nota não tem senão um som. O encadeamento dos sons não produz uma harmonia, uma verdade, senão se as ondas sonoras se fizerem o eco de uma outra verdade. Para ser músico, não basta mais alinhar as notas sobre uma pauta, de maneira a conservar a justeza das relações musicais; somente assim se consegue produzir ruídos agradáveis; mas é o sentimento que nasce sob a pena do verdadeiro artista, é ele que canta, que chora, que ri... ele assobia na folhagem com o vento agitado; ele pula com a vaga espumante; ele ruge com o tigre furioso!... Mas para dar uma alma à música, para fazê-la chorar, rir, uivar, é preciso em si mesmo ter sentido estes diferentes sentimento,de dores, de alegria, de cólera!


É o riso nos lábios e a incredulidade no coração que personificareis um mártir cristão? Será um cético de amor que fará um Romeu, uma Julieta? É um boêmio negligente que criaria a Margarida de Fausto? Não! É preciso a paixão inteira àquele que faz vibrar a paixão!... E eis porque, quando se enegrece tantas folhas, as obras são tão raras e as verdades excepcionais: é que não se crê, é que a alma não vibra. O som que se ouve é o do ouro que tine, do vinho que crepita!... A inspiração é a mulher que se compõe uma beleza mentirosa; e, como não se possui senão os defeitos e as virtudes maquilados, não se produz senão um folheado, senão uma maquilagem musical. Raspai a superfície, e logo tereis encontrado o calhau.

ROSSINI.



(17 de janeiro de 1869. - Médium, Sr. Nivard.)


O silêncio que guardei sobre a pergunta que o Mestre da Doutrina Espírita me dirigiu foi explicado. Era conveniente, antes de abordar esse difícil assunto, me recolher, me lembrar, e condensar os elementos que estavam sob minha mão. Eu não tinha que estudar a música, somente tinha que classificar os argumentos com método, a fim de apresentar um resumo capaz de dar a idéia de minha concepção sobre a harmonia. O trabalho, que não fiz sem dificuldade, está terminado, e estou pronto para submetê-lo à
apreciação dos espíritas.


A harmonia é difícil de definir; freqüentemente é confundida com a música, com os sons, resultante de um arranjo de notas, e das vibrações de instrumentos reproduzindo esse arranjo. Mas a harmonia não é isto, não mais do que a chama não é a luz. A chama resulta da combinação de dois gases; ela é tangível; a luz que ela projeta é um efeito dessa combinação, e não a própria chama: ela não é tangível. Aqui, o efeito é superior à causa. Assim o é na harmonia; ela resulta de um arranjo musical, é um efeito que é
igualmente superior à sua causa: a causa é brutal e tangível; o efeito é sutil e não é tangível.


Pode-se conceber a luz sem chama e compreende-se a harmonia sem música. A alma está apta para perceber a harmonia fora de todo concurso fora de instrumentação, como ela está apta a ver a luz fora de todo concurso de combinações materiais. A luz é um sentido íntimo que a alma possui; quanto mais esse sentido está desenvolvido, melhor ela percebe a luz. A harmonia é igualmente um sentido intimo da alma: ela é percebida em razão do desenvolvimento desse sentido. Fora do mundo material, quer dizer, fora das causas tangíveis, a luz e a harmonia são de essência divina; elas são possuídas em razão dos esforços que se fez para adquiri-las. Se eu comparo a luz e a harmonia, é para melhor me fazer compreender, e também porque essas duas sublimes alegrias da alma são filhas de Deus, e, por conseqüência, são irmãs.


A harmonia do espaço é tão complexa, ela tem tantos graus que conheço, e muito mais ainda que me estão ocultos no éter infinito, que aquele que está colocado a uma certa altura de percepção, é como tomado de admiração contemplando essas harmonias diversas, que constituiriam, se estivessem reunidas, a mais insuportável cacofonia; ao passo que, ao contrário, percebidas separadamente, elas constituem a harmonia particular a cada grau. Essas harmonias são elementares e grosseiras nos graus inferiores; elas levam ao êxtase nos graus superiores. Tal harmonia que ofende um Espírito de percepções sutis arrebatam um Espírito de percepções grosseiras; e, quando é dado ao Espírito inferior se deleitar nas delícias das harmonias superiores, o êxtase o toma e a prece entra nele; o arrebatamento o leva às esferas elevadas do mundo moral; ele vive de uma vida superior à sua e gostaria de continuar a viver sempre assim. Mas,quando a harmonia cessa de penetrá-lo, ele desperta, ou, querendo-se, ele adormece; em todos os casos, retorna à realidade de sua situação, e nos lamentos que deixa escapar por ter descido, se exala uma prece ao Eterno, para pedir a força de revigorar-se. É para ele um grande motivo de emulação.



Não tentarei dar a explicação dos efeitos musicais que o Espírito produz agindo sobre o éter; o que é certo é que o Espírito produz os sons que quer, e que não pode querer o que não sabe. Ora, pois, aquele que compreende muito, que tem em si a harmonia, que dela está saturado, que goza ele mesmo de seu sentido íntimo, daquilo nada impalpável, dessa abstração que é a concepção da harmonia, age quando quer sobre o fluido universal que, instrumento fiel, reproduz o que o Espírito concebe e quer. O éter vibra sob a ação da vontade do Espírito; a harmonia que este último traz em si se concretiza, por assim dizer; ela se exala doce e suave como o perfume da violeta, ou ela ruge como a tempestade, ou ela brilha como o raio, ou ela se lamenta como a brisa; ela é rápida como o relâmpago, ou lenta como a nuvem; quebrada como um soluço, ou unida como uma relva; é descabelada como uma catarata, ou calma como um lago; ela murmura como um riacho ou estoura como uma torrente. Ora tem a aspereza agreste das montanhas e ora a frescura de um oásis; ela é alternativamente triste e melancólica como a noite, feliz e alegre como o dia; é caprichosa como a criança, consoladora como a mãe e protetora como o pai; ela é desordenada como a paixão, límpida como o amor, e grandiosa como a Natureza. Quando ela está neste último termo, se confunde com a prece, glorifica a Deus, eleva ao arrebatamento aquele mesmo que a produz ou a concebe.



Ó comparação! Comparação! Por que é preciso ser obrigado te empregar! Porque é preciso dobrar-se às necessidades degradantes e emprestar, à natureza tangível, imagens grosseiras para fazer conceber a sublime harmonia na qual o Espírito se deleita.
E ainda, apesar das comparações, não se pode fazer compreender esta abstração que é um sentimento quando ela é causa, e uma sensação quando se torna efeito.


O Espírito que tem o sentimento da harmonia é como o Espírito que tem a aquisição intelectual; eles gozam constantemente, um e o outro, da propriedade inalienável que acumularam. O Espírito inteligente, que ensina sua ciência àqueles que ignoram, sente a
felicidade de ensinar, porque sabe que faz felizes aqueles que ele instrui; o Espírito que faz ressoar o éter dos acordes da harmonia que está nele, sente a felicidade de ver satisfeitos aqueles que o escutam.


A harmonia, a ciência e a virtude são as três grandes concepções do Espírito: a primeira o arrebata, a segunda o esclarece, a terceira o educa. Possuídas em sua plenitude, elas se confundem e constituem a pureza. Ó Espíritos puros que as contendes! descei às nossas trevas e iluminai a nossa marcha; mostrai-nos o caminho que haveis tomado a fim de que sigamos os vossos rastros!


E quando penso que esses Espíritos, dos quais posso compreender a existência, são seres finitos, átomos em face do Senhor universal e eterno, minha razão fica confundida pensando na grandeza de Deus, e da felicidade infinita que ele goza em si mesmo, pelo único fato de sua pureza infinita, porque tudo o que a criatura adquire não é senão uma parcela que emana do Criador. Ora, se a parcela chega a fascinar pela vontade, a cativar e arrebatar pela suavidade, a resplandecer pela virtude, que deve, pois, produzir a fonte eterna e infinita de onde ela é tirada? Se o Espírito, ser criado, chega a haurir em sua pureza tanta felicidade, que ideia deve-se ter daquela que o Criador haure em sua pureza absoluta? Eterno problema!


O compositor que concebe a harmonia, a traduz na grosseira linguagem grosseira chamada a música; concretiza a sua ideia, escreve-a. O artista estuda a forma e pega o instrumento que deve lhe permitir exprimir a ideia. O ar posto em movimento pelo
instrumento, leva-a ao ouvido que a transmite à alma do ouvinte. Mas o compositor foi impotente para exprimir inteiramente a harmonia que concebia, por falta de uma linguagem suficiente; o executante, a seu turno, não compreendeu toda a ideia escrita, e o instrumento indócil do qual se serve não lhe permite traduzir tudo o que compreendeu. O ouvido é ferido pelo ar grosseiro que o cerca, e a alma recebe, enfim, por um órgão rebelde, a horrível tradução da ideia eclodida na alma do maestro. A ideia do maestro era seu sentimento íntimo; embora deturpada pelos agentes da instrumentação e da percepção, no entanto, ela produz sensações naqueles que os ouvem traduzir; essas sensações são a harmonia. A música as produziu: elas são os efeitos desta última. A música é posta a serviço do sentimento para produzir a sensação. O sentimento no compositor é a harmonia; a sensação no ouvinte é também a harmonia, com esta diferença de que ela é concebida por um e recebida pelo outro. A música é o médium da harmonia; ela a recebe e ela a dá, como o refletor é o médium da luz, como tu és o médium dos Espíritos. Ela a torna mais ou menos deturpada segundo seja mais ou menos executada, como o refletor reenvia mais ou menos bem a luz, segundo ele seja mais ou menos brilhante e polido, como o médium expressa mais ou menos os pensamentos do Espírito, conforme seja ele mais ou menos flexível.


E agora que a harmonia está bem compreendida em seu significado, que se sabe que ela é concebida pela alma e transmitida à alma, compreender-se-á a diferença que há entre a harmonia da Terra e a harmonia do espaço.


Entre vós, tudo é grosseiro: o instrumento de tradução e o instrumento de percepção; entre nós, tudo é sutil: tendes o ar, nós temos o éter; tendes o órgão que obstrui e vela; entre nós, a percepção é direta, e nada a vela. Entre vós, o autor é traduzido: entre nós, ele fala sem intermediário, e na língua que exprime todas as concepções. E, no entanto, essas harmonias têm a mesma fonte, como a luz da lua tem a mesma fonte que a do sol; do mesmo modo que a luz da lua é o reflexo da do sol, a harmonia da Terra não é senão o reflexo da harmonia do espaço.


A harmonia é tão indefinível quanto a felicidade, o medo, a cólera: é um sentimento. Não se a compreende senão quando se a possui, e não se a possui senão quando se a adquire. O homem que é alegre não pode explicar a sua alegria; o que é medroso não pode explicar o seu medo; eles podem dizer os fatos que provocam seus sentimentos, defini-los, descrevê-los, mas os sentimentos permanecem inexplicados. O fato que causa a alegria de um não produzirá nada sobre o outro; o objeto que ocasiona o medo de um
produzirá a coragem do outro. As mesmas causas são seguidas de efeitos contrários; em física isto não existe, em metafísica isto existe. Isto existe porque o sentimento é a propriedade da alma, e que as almas diferem entre si de sensibilidade, de impressionabilidade, de liberdade. A música, que é a causa segunda da harmonia percebida, penetra e transporta um e deixa o outro frio e indiferente. É que o primeiro está em estado de receber a impressão que a harmonia produz, e que o segundo está num
sentido contrário; ouve o ar que vibra, mas não compreende a ideia que lhe traz. Este chega ao tédio e dorme, aquele ao entusiasmo e chora. Evidentemente, o homem que goza as delícias da harmonia é mais elevado, mais depurado do que aquele que ela não pode penetrar; sua alma está mais apta a sentir; ela se desliga mais facilmente, e a harmonia a ajuda a se desligar; ela a transporta e lhe permite ver melhor o mundo moral. De onde é preciso concluir que a música é essencialmente moralizadora, uma vez que
leva a harmonia às almas, e que a harmonia as eleva e as engrandece.


A influência da música sobre a alma, sobre o seu progresso moral, é reconhecida por todo o mundo; mas a razão dessa influência é geralmente ignorada. Sua explicação está inteiramente neste fato: que a harmonia coloca a alma sob a força de um sentimento que a desmaterializa. Esse sentimento existe em um certo grau, mas ele se desenvolve sob a ação de um sentimento similar mais elevado. Aquele que está privado desse sentimento a ele é levado gradativamente; acaba ele também por se deixar penetrar e se deixar arrastar ao mundo ideal, onde ele esquece, por um instante, os grosseiros prazeres que prefere à divina harmonia.


E agora, se se considera que a harmonia sai do concerto do Espírito, disto se deduzirá que se a música exerce uma feliz influência sobre a alma, a alma, que a concebe, exerce também a sua influência sobre a música. A alma virtuosa, que tem a paixão do bem, do belo, do grande, e que a adquiriu da harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as almas mais endurecidas e comovê-las. Se o compositor é terra-a-terra, como daria a virtude que desdenha, o belo que ignora e o grande que não
compreende? Suas composições serão os reflexos de seus gostos sensuais, de sua leviandade, de sua negligência. Elas serão ora licenciosas e ora obscenas, ora cômicas e ora burlescas; elas comunicarão aos ouvintes os sentimentos que o exprimirão, e os
perverterão ao invés de melhorá-los.


O Espiritismo, em moralizando os homens, exercerá, pois, uma grande influência sobre a música. Ele produzirá mais compositores virtuosos, que comunicarão suas virtudes fazendo ouvir suas composições.


Rir-se-á menos, chorar-se-á mais; a hilaridade dará lugar à emoção, a fealdade dará lugar à beleza e o cômico à grandeza.


De um outro lado, os ouvintes que o Espiritismo terá dispostos a receberem facilmente a harmonia, sentirão, na audição da música séria, um encanto verdadeiro; eles desdenharão a música frívola e licenciosa que se apodera das massas. Quando o grotesco e o obsceno forem deixados pelo belo e pelo bem, os compositores dessa ordem desaparecerão; porque, sem ouvintes, eles não ganharão nada, e é para ganhar que eles se sujam.



Oh! sim, o Espiritismo terá influência sobre a música! Como poderia sê-lo de outro modo? Seu advento mudará a arte, em depurando-a. Sua fonte é divina, sua força o conduzirá por toda a parte onde houver homens para amar, para se elevar e para
compreender. Tornar-se-á o ideal e o objetivo dos artistas. Pintores, escultores, compositores, poetas pedir-lhe-ão suas inspirações, e ele as fornecerá, porque é rico, porque é inesgotável.


O Espírito do maestro Rossini, numa nova existência, retornará para continuar a arte que ele considera como a primeira de todas; o Espiritismo será o seu símbolo e o inspirador de suas composições.


ROSSINI.

terça-feira, 27 de junho de 2017

20170627 Chamado aos Brasileiros!

Sinuca de bico.


O Brasil tá muito difícil, muito mesmo. 


Mas temos a obrigação de levar o andor da Lava Jato muito acima de nossas cabeças.


Ela é o único ponto de confiança no Brasil de hoje.


Se ela ruir, ruiremos TODOS enquanto povo. Daremos muitos passos atrás no referente ao processo civilizatório.


E mais... Enquanto GENTE DE FIBRA mesmo.


Ou derrotamos os bandidos reafirmando o Reinado da Ética, ou todos teremos (como jegues ou cavalos) cangalhas nos pescoços, e antolhos como óculos. Seguiremos votando nos Senhores Feudais de sempre.


Neste jogo de sinuca, o povo brasileiro está com a bola da vez.


E a bola da vez é, sem sombra de dúvidas, a LAVA JATO.


Sem ir para as ruas em sua defesa ela perecerá.


Teremos todos assinado o Atestado de Poltrões. Covardes. Acomodados e alienados.


Mereceremos ser governados por canalhas, bandidos, organizações criminosas de todos os matizes.


"Quem cala consente."
Diz o velho adágio popular.


Eu não me calo, mas só eu sou ninguém e não lotaria a Avenida Paulista, o termômetro do Brasil.


Ou nasce um Novo Brasil a partir da Lava Jato ou seremos o povo mais vil e asqueroso da face da terra.


Precisamos fazer da BRASILIDADE um ponto de honra e alegria.


PRECISAMOS VENCER COMO NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAIS.


É isso por hoje meus irmãos brasileiros todos.


Paulo Cesar Fernandes.
27/06/2017.

20170627 Eugenio Finardi_Quero

Eugenio Finardi
"QUERO"


Quero habitar uma casa de madeira
Feita com as minhas mãos
Madeira natural, sem um angulo reto
Com um telescópio num buraco do teto.


Para olhar estrelas e planetas
E descobrir segredos
Pois olhando longe
Se compreende o que está perto.


Quero uma mulher que se faça respeitar
Pelas coisas que sabe fazer
Que me seja companheira e amiga
Com quem dividir a vida


Quero um filho que me faça recordar
Como é importante brincar
Brincar não para perder tempo
Brincar para crescer dentro


Quero que ele cresca num pais de paz
Onde se escuta o que as pessoas falam
Onde sejamos capazes de compreender
Qual o momento de mudar, e mudar


E quero ser como todos os outros e do Todo me sentir uma parte
E quero ser como todos os outros e da vida me sentir uma parte
E quero ser como todos os outros e do futuro sentir-me uma parte
E quero ser como todos os outros e de vós todos me sentir uma parte.

==========

Junto com Gilberto Gil faz da música sua plataforma de nos ensinar a viver.


Eugenio Finardi é o nome dele.


Multi-instrumentista. Pensador profundo. Cantor de todos os gêneros musicais, e sempre com maestria.


Claro que cada nova descoberta me faz achar ser a melhor de todas.
Assim foi com Giorgio Gaber; Adriano Celentano; e por aí vei...


Salvo o BLUES, enquanto ideologia, não sou fiel a mais nada. 

Deixando claro mais uma vez: o BLUES não é apenas uma expressão musical; é uma forma de ver o mundo; uma ideologia mesmo. 


Quem sentiu os anos 50 e as atrocidades dos Filhos de uma Puta... da KLU KLUX KLAN não pode ter outra forma de ver o BLUES.


Claro que tem o direito de ver tudo na vida de forma alienada. 


Todos temos o DIREITO de sermos:

alienados ou conscientes; 

sermos militantes ou bunda moles; 

sermos ocupados na mudança do mundo ou estarmos nem aí para 
nada além do nosso umbigo.


Isso é um DIREITO inalienável de cada um. 

Mas tem uma coisa: quem não se prepara teoricamente; quem não vai à LUTA não tem direito a ter opinião.


Apenas opine quem foi capaz de usar seu tempo para compreender o mundo e na LUTA fazer sua mudança. 

"Pensar o mundo é importante; mas transformá-lo é fundamental." - frase atribuída a Karl Marx.

"A vida é LUTA." como disse Taiguara.

Burgueses e alienados devem sair da roda.

Só entra na roda quem se preparou para jogar. 

rs rs rs    Como na capoeira.


Paulo Cesar Fernandes.

27/06/2017.


sábado, 24 de junho de 2017

20170624 Praça qualquer Nada disso


Praça qualquer?
Nada disso!


Esta minha praça nada conta, enterra mortos de tantas outras eras. 
Encerra alegrias e tristezas.
A maldita Derrota das Diretas em 1984. Dolorida.
Marco indizível do grotesco.


Salve Dante de Oliveira.
Salve sua Emenda!


Simples e bom, tenis, jeans, o peito sempre aberto a uma boa conversa; 
principalmente se o tema for sua bem amada Cuiabá.


Outras praças belas são? Sim, claro.
Mas praça mesmo és tu Independência. 
Nesta minha Santos de mil estórias e de tanta História a ser contada.


Olha o Garbo!

Olha a Força!

Olha a Beleza!


Qual praça do mundo se iguala a ti?
Nenhuma!


És o ponto central do mundo.

Num pedaço do Brasil.

Numa cidade litorânea chamada Santos.

E num bairro nobre de nome Gonzaga.

És toda santista minha Praça da Independência!


Paulo Cesar Fernandes

24/06/2017.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

20170619 Vulcânico viver.

Vulcânico viver.


Um vulcão, em plena e constante atividade interior, onde nada é estável. Todos os elementos em constante alteração. Por vezes uma erupção sob a forma verborrágica. E faço ferir os territórios ao redor, em geral pessoas.


Mas erupções são da natureza dos vulcões. Embora vezes tantas, tenha zelo no tocante às erupções. Trabalho lento e paulatino iniciado de longa data.


Mas nada é quieto ou silente no interior. Olhar o mundo revolta e intensifica a movimentação.


Raros os momentos de perfeita calmaria. Mesmo nesses momentos, algo sempre borbulha dentro de mim. É da minha essência e dela não me devo afastar.


Este meu Brasil é um grande motivador dessa atividade. Cada dia uma nova agressão. Um roubo. Um ataque. Uma violência entre irmãos. Um escândalo e um desencanto. Sempre alguém derrubando os limites da Ética, pondo ao chão valores tanto tempo válidos. Parece ser da natureza do brasileiro destruir ancestrais valores, aqui trazidos para implementar uma verdadeira 
civilização.


Mas não ! ! !

Esses povos e seus valores não prestam à nossa realidade. Afinal somos tropicais e "Não existe pecado do lado de baixo do Equador."; dessa forma as aberrações se multiplicam instigando a 
movimentação do magma interno; se vai o sono e se estabelece a IRA. É quando se dá a erupção e a verborragia.


E não adianta fugir. A luta é por aqui mesmo. Finlândia; Áustria ou Colônia, a cidade Arte da Alemanha podem e devem esperar, por séculos aqui será o meu Campo de Batalha.


Com que coragem, posso eu deixar para trás, companheiros construtores de algo do passado e do presente: um Darcy Ribeiro; um Professor José Herculano Pires; Eurípides Barsanulfo; um 
Gilberto Gil; Caetano Veloso; um Chico Buarque; ou, mais ainda, um Ferreira Gullar meu poeta maior. Como deixar para trás sem a minha pouca força, mas pouco é mais que nada. Guimarães Rosa 
não abandonará o Brasil tão cedo, estou certo disso..


Como me sentiria diante deles todos, deixasse a luta por pura covardia? Como me sentiria?


Com que olhos os fitaria? Como enfrentaria meu espelho me sentindo um covarde?


É preciso algo fazer, embora eu nada seja. Sem prestígio social sou de pouca valia.

Afinal sempre me neguei às coisas fora de padrões éticos aceitáveis, logo o isolamento é fatal.

_ Não! Esse caminho eu não farei!


O isolamento foi o resultado natural. Mas foi melhor assim.


Sendo assim, aqui estou eu. Buscando não erodir mais. Apaziguando o interior, sendo mais neuronal que emocional. Mas...


Mas sempre pleno de muita atividade. 


Espalhando larvas nos subterrâneos da Vida; e acionando novos vulcões.


Paulo Cesar Fernandes.

19/06/2017.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

20170501 Città

Città

Questa città
mi fa vedere ogni giorno più
la sinistra come la vera cosa
la vera via
di forte cambiamento


forse l'unico capabile
di fare unire nello stesso scopo
l'amore e la rivoluzione.


La giornatta non è facile
Barbari e cattivi sono molti
Sono tutti contro noi
capace d'essere chiamati
popolare e progressisti
nal stesso tempo.


Ma siamo piu forte
e culti siamo tutti noi


Ancora dico
la destra non ha 
l'identità istorica
che abbiamo noi


Siamo forti nal mondo intero
ma in Italia siamo troppo impegnati
da fare tutti diversi dal passato


Vogliamo fare escere il nuovo
di ogni uno di noi
cosi cambiaremo tutto:
persone e mondo
senza più altre opzione
Sinistra è sinistra
Niente mai può essere Vita.

Paulo Cesar Fernandes

01/05/2017

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Esta cidade me faz ver
cada dia mais
a esquerda como a verdadeira via 
de uma forte mudança
talvez a única capaz 
de unir no mesmo escopo
amor e revolução.


Caminho não é fácil
bárbaros e maus são muitos
a estão contra nós
capazes de sermos chamados
populares e progressistas
ao mesmo tempo


Mas somos mais fortes
E cultos todos somos


A direita não tem
Identidade histórica
que temos nós todos
e somos fortes por todo o mundo


Mas na Itália estamos todos empenhados
de fazer tudo diferente do passado


Queremos fazer sair o novo
de cada um de nós
assim mudaremos tudo
pessoas e mundo
sem qualquer outra opção
Afinal
esquerda é esquerda
E nada mais pode ser tido como Vida.



Paulo Cesar Fernandes.

01/05/2017

20170616 Portus: Santos; Genova; Hamburgo...

Portus: Santos; Genova; Hamburgo...


Língua e dialeto
Encontro dileto
De nós tão distante
De permeio um oceano


Nossa língua
Em todo território
Se desregionalizando
Perdendo sotaques
Formas tão locais
Palavras tradicionais


É bela a Itália
Rica, tão rica em dialetos
Em falas cosi diversas
Gênova e seu porto
Putas e pescadores
Zanzibar em todo lugar
O mesmo transitar
Boêmios, marinheiros e lá estão elas
Imenso vai-vem


Todo porto tem um
Zanzibar em todo lugar
Abelham, abelham, abelham
Mas acabam a noite por lá
Até o fim do dinheiro
Ou um acerto final
Num hotel beira cais


Todo porto assim é
Muda cidade e pais
Mas cada dia mais igual
Um padrão universal
Santos; Hamburgo
Tudo sempre trivial
Igual, imensamente igual


Nas linguás e seus dizeres
Sempre bem compreendidos
Língua e corpo 
Linguagem carnal
Suor, prazer e o grito
Desfazer total
Tropo corporale
A vida 
Sempre periculosa
Enganosa e fatal


Mas é na língua
No dialeto
o quefazer existencial
Sempre no Aqui
E no Agora Vital.


Paulo Cesar Fernandes.

27/05/2017.