domingo, 15 de fevereiro de 2015

20150214 Gotas

Gotas


Chove a chuva de verão.

Nos tempos da imaginação da infância a chamavamos de chuva da Corrida de Barcos.

Outra diversão se me apresenta hoje, em tais temporais.


Subdesenvolvidos que somos, ainda temos fios e postes espetados nas calçadas do país.

E, da minha janela avisto uma dezena deles, fios e cabos proporcionando um intenso bailado de gotas de chuva.


Da esquerda para a direita se deslocam algumas.


Outras, mais graciosas e talvez sábias, se movimentam da direita para a esquerda.


No furor do temporal é intenso o bailado semovente; ao seu amansar, seguem algumas individualidades, mais serenas, calmas,
sem pressa de nada. Menos ainda do tempo de se lançarem ao chão, sua morte.


Seguem malemolentes. Esse jeito tão santista de ser. Mas, um momento há, seu peso determina sua queda.


Da minha janela acompanho esse Teatro do Temporal. O mesmo entusiasmo de menino, torcendo para meu barco chegar mais rápido ao bueiro, ponto de chegada de nossa corrida.


Afinal, tudo traz algum encanto, a cada etapa de nossa vida.


Basta ver!


Paulo Cesar Fernandes

14/02/2015

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