quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

20140206 Hino à Base do Peixe




Hino à Base do Peixe

 
O raio cai, O raio cai, O raio cai,
Cem vezes no mesmo lugar
O raio cai, O raio cai, O raio cai,
Basta saber trabalhar

 
Urbano Caldeira Glorioso
És sempre o ponto central
De tantos meninos que brotam
Da bola sendo genial.

 
Urbano Caldeira Glorioso
Mil nomes eu diria aqui
Tantos amantes e craqes
Memória não vai resistir
 
O raio cai, O raio cai, O raio cai,
Cem vezes no mesmo lugar
O raio cai, O raio cai, O raio cai,
Basta saber trabalhar

 
Urbano Caldeira Glorioso
Alçapão do meu Brasil
Não há visitante seguro
Se da base vê surgir

 
O raio cai, O raio cai, O raio cai,
Cem vezes no mesmo lugar
O raio cai, O raio cai, O raio cai,
Basta saber trabalhar

 
Eu não deixei a escola
Fui ficando por aqui
Hoje as portas se abrem
Apenas sou mais um guri.

 
O raio cai, O raio cai, O raio cai,
Cem vezes no mesmo lugar
O raio cai, O raio cai, O raio cai,
Basta saber trabalhar

 

Paulo Cesar Fernandes

06 02 2014
 
O antor e cantor é uma vergonha, a obra julguem vcs.
 
Baixe e ouça:
 
 
 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

20140203 O sol dos paises

O sol dos paises


Na praia, entre as barracas e guarda-sóis, trazido pelo vento, rescendia o cheiro de protetor solar.


De um salto meu pensar se voltou para a Rua Pasteur, espaço da minha infância e juventude, em suas temporadas de Jogo de Taco. Tempo em passávamos o dia sob o sol intenso, e sem bronzeador ou protetor solar. Ninguém pensava nisso.


E o jogo parava apenas quando perdiamos a bola, já noite adentro, para na manhã seguinte, com a claridade do dia, a recuperarmos. Afinal o Jodo de Taco não pode parar.


Por que a ausência de protetor solar?


Seríamos incultos naquela época?


Teria o sol mudado seus raios ao longo do tempo? Ou sua forma de chegar ao chão?


Mudou a atmosfera?


Ou tudo não passará de uma grande agressividade da indústria cosmética, comprando médicos; institutos de pesquisas mundiais; meios de comunicação de massas?


Me diga. Na India o índice de cancer de pele é maior que o de nossa América Latina?


Seria outro sol a banhar os diferentes continentes? Os diferentes paises? Um sol para cada pais quem sabe.


O sol da Nicarágua, Cuba e El Salvador é diferente do sol do México, Brasil e Argentina?


Tudo isso me parece muito cômico, mas não é, milhares e milhares de dolares se deslocam dos nossos paises rumo aos paises centrais, na forma de remessa de lucros.


Uma atividade normal, caso não se tratasse de roubo legalizado pelos diversos paises lacaios dos EEUU.


Quanto acerto em "As veias abertas da América Latina" de nosso Eduardo Galeano.


Quando teremos o medicamento da dignidade para estancar tal sangramento?


Quando deixaremos de ser colônia ou quintal para ser verdadeiramente soberanos?


Paulo Cesar Fernandes

03 01 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

20140201 Contemporâneos

Contemporâneos


O homem contemporâneo vive.


Mas vive apartado de si mesmo. De sua essência mais profunda. Sequer pensa em nada disso.


Teme esse olhar muito mais que o deteriorar de sua imagem ao espelho, no processo inexorável do envelhecimento.


Este se pensa atualizado e informado mas não le nada. Quando muito o jornal diário, de onde destaca o caderno de esportes, e vez
por outra de economia.


Literatura?


Isso é coisa para os tempos de escola quando foi obrigado a ler para passar sem exame. Sim, leu "Iracema" e "Don Casmurro".

_ Uma chatice! - segundo ele.


Não! O homem contemporâneo tem os olhos na liberdade econômica. Sim. Comprar, consumir. Viver para lá e para cá em viagens de negócios, embora se sinta um intruso em todos os lugares. É um homem sem lugar, um estrangeiro onde quer que vá.


Questionar? A economia ou o mundo? Para que, ainda mais com sua vida corrida.


Diz ser horrivel a vida como vive. Qual o que, não conhece outra. E nunca pensou conhecer outra coisa. Nunca pensou.


"Homo labor" ganhou de apelido na roda de amigos. Dá de ombros e pede mais uma dose dupla de uisque doze anos. Na chegada
do copo se diverte ao ver o sumo descendo por entre os cubos de gelo do copo, brinca com os cubos com os dedos com uma
face sem expressividade. Fora de tudo. Olhar de nada.


Assenta o gelo rolando o copo nas mãos e dá uma bela talagada.


Mas a face segue sempre imutável...


Mansão, belo carro, mulher de destaque nas colunas sociais, bebidas sempre caras e exóticas. Restaurantes, apenas os de grandes chefs.


O homem contemporâneo não gosta do simples, do banal, do comum. Precisa sempre de coisas para se sentir gente...

... embora isso nunca tenha acontecido, sempre se sentiu coisa tão somente.



Somos todos, absolutamente todos, em algum aspecto, contemporâneos como esse homem.


Paulo Cesar Fernandes

01 02 2014

20140120 Veredas existenciais

Veredas existenciais


Dor. Pois damos demasiada importância a nós mesmos, a nossas infantis ilusões, às coisas buscadas: quer materiais ou sentimentais; porém sempre idealizadas e, infelizmente colocadas distantes de nossa essência.


Aliás, nesse processo não temos essência, somos somente uma busca perambulando por las calles, e jamais encontramos o real caminho de nossa interioridade, quem realmente somos, ou queremos ser.


Vagamos, não vivemos.


Somos corpos se deslocando sobre as sombras, e tendo atadas aos pés as correntes pesadas das ilusões trazidas da família, da escola, dos amigos e colegas. Todas aceitas por nós sem a menor reflexão racional.


Somos espectros. Alguns por toda a vida. Outros rompem o processo. Dão às costas à sociedade e às opiniões exteriores às próprias reflexões.


Alguns fatos de destacam nesse corte radical:

1. a solidão, para alguns assustadora;

2. a libertação para viver e voar; quer simbólicamente, quer nas asas de um planador qualquer;

3. morre o Ente de nosso passado, e assim passamos à categoria de SER. Com novas posições e posturas, novos perigos a enfrentar, e desafios a vencer.



Porém, mais que nunca, seremos um devir ambulante, capaz de traçar seus roteiros e encená-los; ou por eles enveredar com todas as suas marchas e contramarchas.


Tidos por loucos, seremos a coragem a se deslocar por todos os espaços. Dentro e sobre nossos mais profundos anseios. Rompendo nossas limitantes.


E finalmente, talvez possamos ser uma inspiração aos espíritos sagazes, capazes de sair em busca do novo para suas existências.


Que assim possa ser!


Paulo Cesar Fernandes

20 01 2014


P.S.: Texto dedicado a João Guimarães Rosa, um mestre perene em minha vida.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

20140202 Genitores não são responsabilizados pelos atos dos filhos

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Texto promulgado em 05 de outubro de 1988


Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.

Esta é a atribuição dos pais segundo a Constituição de 1988



CÓDIGO CIVIL
(REDAÇÃO FINAL , aprovada em 06/12/2001)


Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges:
I - fidelidade recíproca;
II - vida em comum, no domicílio conjugal;
III - mútua assistência;
IV - sustento, guarda e educação dos filhos;

Seção II Do Exercício do Poder Familiar
Art. 1.634. Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores:
I - dirigir-lhes a criação e educação;
II - tê-los em sua companhia e guarda;
III - conceder-lhes ou negar-lhes consentimento para casarem;
IV - nomear-lhes tutor por testamento ou documento autêntico, se o outro dos pais não lhe sobreviver, ou o sobrevivo não puder

exercer o poder familiar;
V - representá-los, até aos dezesseis anos, nos atos da vida civil, e assisti-los, após essa idade, nos atos em que forem partes,

suprindo-lhes o consentimento;
VI - reclamá-los de quem ilegalmente os detenha;
VII - exigir que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição.



TÍTULO III DA UNIÃO ESTÁVEL
Art. 1.723. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública,

contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família.
Art. 1.724. As relações pessoais entre os companheiros obedecerão aos deveres de lealdade, respeito e assistência, e de guarda,
sustento e educação dos filhos.

===

Em nenhum dos dois textos legais há punições para os pais, caso estes não cumpram seus deveres de educação e condução dos
filhos no sentido de ter valores de civilidade e responsabilidade social.

Vejam as leis quanto à formação dos filhos. Nada ocorre se os pais incentivam os filhos ao tráfico como ocorre diariamente.

A preocupação dos incompetentes legisladores estava apenas vinculada ao patrimônio material.


Eles cagam e andam quanto ao patrimônio moral de nosso povo.


Até porque não tem estofo moral para exigir nada de ninguém. Só
quem respeita pode exigir respeito. Da mesma forma só homens de moral ilibada podem estufar o peito e exigir dos pais a construção de valores junto a seus filhos.


Fora Executivo! Fora Legislativo! Fora Judiciário!


Voces são incompetentes e são a vergonha de nosso povo mais consciente.


Voltem aos seus escritórios, consultórios, salas de aulas, ou atividades outras no caso daqueles que dessas atividades sejam
advindos.


Não quero direita, não quero esquerda, não Dilma, não Lulismo, não PSDB e nem PQP.


Fora daí aves de arribação. Oportunistas! Carguistas!


Voces não merecem o Brasil e o Brasil não merece a vossa indignidade.


UM BRASIL LIVRE DESSA GENTE TODA.


FORA ! ! ! 

Temos vergonha de sermos brasileiros diante de tanta patifaria.


Paulo Cesar Fernandes

02 02 2014

20140201 Rani a indomável

Rani a indomável

Série de TV que traz a personagem principal como um espírito indomável e livre. Muito bem feita a série é falada e legendada do
frances.



Na verdade pessoas há cuja característica mais forte é a rebeldia.

O mundo as rejeita e a elas é hostil. Convicções fortes são sempre temidas. É sempre mais seguro ferrar com essas pessoas logo de
cara, e assim fazem todas as instituições: religiosas (católicas; espíritas; calvinistas; luteranas; etc.); políticas (partidos políticos;
entidades de servir; ONGs; etc.).

A rigor os rebeldes desvendam a mediocridade do mundo e porisso são odiados por todas as correntes. Todas as pessoas estão
habituadas a massacrar ou serem massacradas; isto se tornou uma normalidade no trato entre líderes e liderados. Os liderados com
facilidade ficam de quatro diante de seus superiores; estes com a mesma vil facilidade messacram quem lhes está sob o comando.
Esse tipo de líder nunca diz "não" para os que lhes estão acima. E são águias sedentas de ascensão social e econômica. Estão em todas as instituições, absolutamente todas.


Eu os desprezo, pois são destituidos de valor e de valores.


Me alio aos rebeldes de todas as vertentes das artes, da filosofia e da sociologia.


O mundo nunca progrediu a partir de capachos humanos ou de tiranos. Incapazes ambas as categorias de perceber uma injustiça. Como seriam interessados em eliminá-la?


Os capachos são amebas, chimpanzés amestrados a cumprir ordens.


"Faremos tudo que seu mestre mandar." dos folguedos infantis lhes cabe como uma luva. São inúteis ao futuro. Podem e devem
desaparecer da face da Terra pois representam o atraso. Não tem valor em si. Não se sabem valorosos. E nunca pensam no próprio aprimoramento, vivem da crítica aos semelhantes, da fofoca, da pequenez de sua alma. Eles não tem o caráter distintivo do homem: posições claras e firmes em cada nova situação a ser enfrentada.


Sempre esperam para ver como devem pensar. Para alguns os Meios de Comunicação de Massa são eleitos como seus líderes.


Conviveremos ainda algum tempo com essa escória humana. Mas uma Revolução se dará. Não com burras e sangrentas batalhas, tão  
desumanas. Virá a Revolução dos Neurônios a se espalhar pela Terra como fogo em ressequidas plantações. Queimará toda ausência de neurônios sem a menor dó nem piedade; será fogo se alastrando, pois o mundo precisa galgar nova etapa civilizatória.


É inevitável a Nova Revolução, a Revolução dos Neurônios levará muitos dos nossos, mas não tem outra forma. Estaremos vivendo uma nova etapa na Marcha Inexorável da História da Humanidade.


Paulo Cesar Fernandes

01 02 2014

20140128 Marcelo Berbel

Marcelo Berbel


Uma viúva com a idade da vida em Neuquén. Cães pelos caminhos, soltos como vozes num iluminado canto.

Patagônia espaço vasto. Coragem para lá se  estabelecer. Mas a música se faz calor aquecendo corações.

Povos belos povos, cujas vozes voam pelos amplos espaços.
Assim a nossa estrada é feita: admirando a natureza, sentindo a flor e 
transpondo em acordes musicais todos os encantos.

É a música imensa e eterna a nos ajudar em todos os lugares. E mesmo o homem mais fraco se faz forte ao se confrontar com a companheirada soltando a voz e tocando seus instrumentos. Cada qual em seu posto no alto do palco.

Dali miram um futuro justo como uma rosa a desabrochar.

O som reflete o lugar em seus mistérios.

Mais que tudo tem o cheiro de Liberdade, pois nasce dos livres espaços patagônicos.



Nota:
Esta é uma homenagem à familia Berbel da Patagônia Argentina.
Texto nascido do programa "Pequeños Universos" presentado por Chango
Spasiuk. Canal Encuentro del Gobierno de Argentina.



Paulo Cesar Fernandes

28  01  2014

P.S.: Se voce não opinar nos comentários penso que CURTIU apenas sem ler. E te deleto dos meus amigos.

Opine: (M)uito ruim  (A)ceitável  (M)édio   (B)om