Roy Orbison
E por que a gente morre?
Com tantas coisas por fazer.
Por que?
Que coisa leva.
A areia da vida.
Se escapar por entre os dedos.
Não mais guitarra.
Não mais canção.
Não mais o poema.
Por que tão veloz se esvai?
Tem. Deve ter uma razão plausível.
Não me venhas com as religiões.
Pois a pálida morte dói.
Punhalada em peito quente.
E outra, mais outra...
Sangramos por anos uma perda.
Respostas são muitas.
A todas sei de cor.
Mas dolorido é o processo.
Não sou forte assim.
Como fui no passado.
Nem forte sou.
Como outros o são.
E o canto calado, o vazio.
Nem um acorde.
A lembrança é o que resta.
Em frangalhos o peito.
Paulo Cesar Fernandes
08/10/2014
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