sábado, 12 de dezembro de 2015

20151212 Dieter Duhm muito louco

10 pontos:
Para comunidades do futuro
Dieter Duhm


Cada comunidade do futuro é em princípio um biótopo de cura, senão não poderia funcionar e não conseguiria sobreviver na rede da vida no mundo. 


Um biótopo de cura é uma comunidade de seres humanos, animais e plantas que se complementam e apoiam mutuamente através da comunicação. Este facto confere-lhes uma elevada possibilidade de se desenvolverem e uma grande capacidade de sobrevivência. 


Em seguida, enumeram-se algumas características de comunidades do futuro que funcionem. Elas estão profundamente ligadas a uma visão muito precisa de um modo fundamentalmente diferente de convivência e de comunicação entre si. 


Quando falamos de convivência, falamos da convivência entre os seres humanos, da convivência dos seres humanos com a natureza e com os seus seres, da convivência dos seres humanos com o universo e com seus seres. 


Em todos os três níveis - social, ecológico e espiritual - ocorre uma transformação concreta e definitiva que nos torna capazes de sobreviver uma vez que esta transformação nos reintegra no grande todo.



1. "Só tribos irão sobreviver»


Esta frase do líder índio americano Vine Deloria talvez seja algo exagerada, mas contém uma verdade central: na maioria dos casos, as forças individuais de cada um não serão suficientes para possibilitar uma sobrevivência com sentido. 


Para tal, precisamos de uma nova forma de forças comunitárias e espirituais. Precisamos da ligação
energética com a comunidade, com a bioesfera e com o universo.



2. O eu comunitário


Em comunidades que funcionem surge um eu comunitário que reúne todas as forças do eu individual. O eu comunitário é um desenvolvimento maior na escala da evolução dos organismos. 


Ele é muito superior em força e inteligência ao eu individual e pode, com a sua energia espiritual, superar situações de fome, frio ou dor que seriam
demasiado difíceis para o organismo individual. 


O eu comunitário está em plena capacidade de funcionamento quando deixar de haver colisões desnecessárias entre os seus indivíduos e quando cada eu individual tiver despertado para a completa participação responsável no todo.



3. Individualidade


A força superior do eu comunitário não pode surgir se se homogeneizar o modo como os participantes de uma comunidade se relacionam. 


Os membros das comunidades futuras terão de superar completamente a sua tendência para o colectivismo e para a uniformidade, como é veiculado pelas várias correntes e media atuais. Este é o pré-requisito para que possam contribuir com responsabilidade própria na ideia de comunidade do futuro. 


força autêntica das comunidades depende da autêntica autonomia individual dos seus membros.


Consequentemente, as comunidades do futuro apoiam e cuidam de todos os processos internos que aperfeiçoam o processo da individualidade. 


Este princípio é importante e decisivo para o amor. 


Homem e mulher, mulher e homem, mulher e mulher, homem e homem só poderão encarar-se de um modo amoroso por muito tempo, se se
encontrarem como indivíduos responsáveis e não como segmentos de um partido, de uma igreja ou de uma ideologia. 


Eles devem poder perceber-se e amar-se em cada momento no seu trajeto conjunto, quando estiverem
livres da pressão colectiva de qualquer grupo. 


O Eros vive desta liberdade, pois aqui surge a intimidade na qual se pode confiar.



4. Transparência


A qualidade fundamental que caracteriza uma comunidade capaz de funcionar é a sua transparência:


transparência na criação de grupos, 

transparência nas relações amorosas, 

transparência nos processos de poder

e transparência nos processos de decisões. 


Sem transparência não há confiança, não há comunicação aberta e não há um eu comunitário. 


A comunidade do futuro desenvolve fóruns públicos para tornar transparente a vida em conjunto de todos os seus membros. 


Os próprios membros descobrem uma grande alegria em não ter de mentir mais.



5. Verdade


A verdade é necessária para a transparência. 


A verdade é o oposto da nossa forma de ser hoje, porque temos vindo a ser obrigados a mentir desde a mais tenra infância. 


Agora, compete a nós continuar a seguir este hábito ou reunirmos reforços para desenvolvermos um novo tipo de convivência. 


A mentira impede o desenvolvimento do amor e a criação de comunidades, bloqueia a transparência e dificulta a comunicação com os seres da natureza.


Um critério decisivo para avaliar a capacidade de alguém pertencer à comunidade é a sua capacidade e predisposição para a verdade. 


Mas isso só pode ser alcançado quando os motivos para a mentira tiverem sido superados. 


As comunidades do futuro desenvolverão um sistema de vida e de amor que não forçará mais ninguém
a mentir. 


Poder-se-á imaginar tal: uma comunicação livre, transparente, sem mentiras entre humanos? 


Amantes que não tem mais de esconder-se devido a falsas promessas de eterna fidelidade? 

Crianças que não ouvirão mais mentiras da boca dos seus pais? 

E seres humanos que também não mentirão mais aos animais? 


Sob estas condições não se poderá mentir tão facilmente a um peixe, com uma isca num anzol. 


Este conceito de verdade conduz-nos a um nível mais profundo, no qual está baseado a vida das novas comunidades. Onde surge verdade desenvolve-se confiança. E onde surge confiança, surge a cura entre todos os seres. 


A verdade está numa ligação tão íntima com as ideias de transparência, de ecologia, da não-violência e do amor livre que os pontos 4 a 8 criam uma unidade espiritual. 


As comunidades do futuro sobrevivem graças à sua capacidade de comunicação, e esta, está diretamente relacionada com o grau de verdade nas suas vidas. 


Onde a verdade se instalou completamente, surgem novas possibilidades de comunicação, quer sob a forma espiritual, quer sob a forma telepática.



6. Não- violência


Só podemos descobrir e aprofundar a vida se entrarmos num estado de não-violência diante de todas as criaturas deste mundo. 


Onde usamos violência, surgem sistemas de comunicação e informações errados. 


A violência que usamos contra outros seres volta sempre a nós sob a forma de medo. 


A violência cria um desfiladeiro na comunicação universal, um desfiladeiro no desenvolvimento humano e um desfiladeiro na biosfera. 


Nos novos sistemas de cultura, a violência não pode continuar a ser usada como fator de favorecimento na evolução, pois onde há violência há sempre medo e mentira, e um retrocesso em todo o sistema de vida. 


Saberíamos hoje muito mais acerca de animais, plantas e todos os seres da natureza, inclusive nós mesmos, se nunca tivéssemos usado de violência contra eles. 


As razões para a violência estão enraizadas no próprio ser humano, na permanente pressão para a mentira, nos potenciais de energia não vividos, num conceito errado de amor, de sexualidade e de
fidelidade. 


Portanto, a não violência não é uma fórmula moral, mas sim a palavra-chave para uma criação de uma
cultura diferente fundamental.



7. Amor livre


Amor livre significa "amor livre de medo e fingimento". 


A comunicação universal da comunidade do futuro é um contacto sem medo com todos os seres da criação. 


Neste novo sistema não faz mais sentido bloquear o poder do amor com qualquer tipo de proibições. 


Amor livre entre os sexos é, sobretudo, o princípio central de abertura e de verdade, seja esta mental, espiritual, sexual ou todos em conjunto. 


Amor livre é uma realidade na nossa existência,
quando a mentira, o medo e a humilhação forem eliminados das relações de amor. As comunidades do futuro sem amor livre seriam uma contradição em si e, como tal, não seriam capazes de sobreviver.



8. Biótopo e co-criaturas


Todos os seres são diferentes formas de vida ou diferentes "estados de agregação" do grande espírito universal.


Daí que todos os seres vivem em permanente comunicação espiritual entre si. Vamos aprender a comunicar com plantas e animais do mesmo modo como fazemos com os nossos irmãos, porque aqueles estão animados com a mesma energia espiritual, tal como nós. 


Alguns deles são ainda como embriões ou crianças da criação e querem desenvolver- se segundo uma entelequia que guia todos os seres ao mesmo objetivo. 


Nós como seres humanos temos a possibilidade de reconhecer tudo isto e de ajudar as co-criaturas no seu desenvolvimento. 


Por sua vez, elas irão também ajudar-nos, pois tudo na criação é recíproco. 


As ervas medicinais aparecerão nos lugares onde
são necessárias, se aprendermos a comunicar ao seu nível. 


Os animais vêm e vão, se aprendermos a comunicar
ao seu nível. 


Os Bishnoi na Índia, os Aborígenes na Austrália, algumas tribos indígenas e provavelmente também
algumas na África dão-nos uma ideia do que significa comunicar com seres no seu nível. 


As comunidades do futuro irão reencontrar e aplicar estes conceitos da consciência arcaica a um novo nível.



9. Auto-suficiência


Os sistemas existentes da civilização ocidental globais estão baseados nos sistemas de conquista do colonialismo e imperialismo. 


Estão intrinsecamente impregnados de violência, de mentira e de medo e, por isso não possuem as
capacidades de comunicação que são necessárias para a sobrevivência. 


Portanto, as comunidades do futuro tem de alcançar um alto nível de autarquia em todas as áreas, que as torna independentes dos sistemas existentes de
abastecimento. 


Auto-suficiência completa tem de ser alcançada nas áreas do abastecimento de água, na alimentação, na energia e na medicina. 


Em ligação com o mandamento da autarquia surge uma pergunta interessante: quão grandes terão de ser as comunidades do futuro para que se possa realizar a autarquia? 

resposta naturalmente só pode resultar da experiência, mas veremos que não podem ser demasiado pequenas. 


Se queremos atingir a autarquia em comunidades pequenas (abaixo de 100 pessoas), provavelmente catapultarnosemos de volta à idade da pedra. 


Mas as comunidades do futuro tem de reunir em si um elevado grau de variedade cultural, tecnológica, espiritual e biológica, para poder desenvolver a complexidade necessária para uma criação global de cultura.



10. Criação global de cultura


Quando as comunidades do futuro estiverem em ressonância com o corpo vital da Terra, elas terão um impacto global. 


Isto não é uma esperança fiel, mas sim uma lei científica, pois o corpo vital da Terra é, juntamente com a biosfera, um organismo uniforme, e se ele recebe pela cultura não-violenta do biótopo da cura uma informação nova, então esta tem efeito em todos os seus órgãos. 


Se o sistema vital das comunidades vindouras for compatível com o sistema vital da biosfera e da criação, então basta um impulso, numericamente pequeno para mudar o total.


O primeiro biótopo de cura é um cristal da cultura global, que logo vai provocar parecidas cristalizações
semelhantes em todo o mundo. 


Esperamos nas próximas três décadas o surgimento de fundações parecidas no sudoeste dos EUA; na América do Sul, na África, na Austrália e em outras regiões da Terra. 


A criação de culturas da nova época vai resultar de uma rede de centros planetários deste tipo.



Dieter Duhm


===

Bem. Pode parecer muito louco. Mas talvez nam seja tanto assim.

Vinha trazendo um trecho do livro "O coração do homem" de Erich  Fromm para partilhar, mas não achei o livro em PDF e dei de encontro com este texto.

Ambas as leituras são produtivas na medida da produção de reflexões em cada um de nós.

Deixo-vos pensar!


Paulo Cesar Fernandes.

12/12/2015.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

20151210 Luis Enrique Mejia Godoy_Mi venganza personal




O cantautor nicaraguense Luis Enrique, com sua sensibilidade pinçou uma frase de um discurso do Comandante Tomas Borge e fez esta canção linda, capaz de dizer muito da capacidade de perdão de todo o povo nicaraguense. 

E muito especialmente, após a vitória a 19 de julho de 1979 da Revolução Popular Sandinista, a qual pôs fora toda a família do Ditador Anastacio Somoza, cuja ditadura já vinha a décadas infelicitando o povo da Nicarágua. Com a Guardia Nacional fazendo todo tipo de torpezas no seio do povo.

Com a fuga dos Somoza um novo ciclo se inicia na Nicarágua.


Vejamos a letra de Luis:

Mi venganza personal
Luis Enrique Mejia Godoy

Mi venganza personal sera el derecho de tus hijos a la escuela y a las flores.
Mi venganza personal sera entregarte este canto florecido sin temores.

Mi venganza personal sera mostrarte la bondad que hay en los ojos de mi pueblo.
Implacable en el combate siempre ha sido
y mas firme y generoso en la victoria.

Mi venganza personal sera decirte
buenos dias, sin mendigos en las calles
cuando en vez de encarcelarte te proponga
que sacude la tristeza de los ojos.

Cuando vos - aplicador de la tortura
ya no puedas levantar ni la mirada
mi venganza personal sera entregarte
estas manos que una vez vos maltrataste
sin lograr que abandonaran la ternura.

Y es que el pueblo fue, el que mas te odio
cuando el canto fue lenguaje de violencia
pero el pueblo hoy - bajo de su piel
roji-negro tiene erguido el corazon.

Y es que el pueblo fue, el que mas te odio
cuando el canto fue lenguaje de violencia
pero el pueblo hoy - bajo de su piel
roji-negro tiene erguido el corazon.


https://www.youtube.com/watch?v=syszMKtCt5M

===


Possa eu um dia, ser a tal ponto grande, para ter o perdão por algo vivente dentro de mim em todos os momentos.

Quando eu for verdadeiramente grande, não precisarei perdoar, pois os atos negativos das pessoas não mais me ferirão, passarão ao largo de mim. Não mais perceberei a maldade humana, tal minha impregnação pelo Bem.

Essa era a prática de Francisco de Assis. Tão fiel era aos ensinos de Jesus de Nazaré o mal não mais o envolvia.

Tudo virá a seu tempo. Por isso luto.


Paulo Cesar Fernandes.

10/12/2015.

domingo, 6 de dezembro de 2015

20151206 Manifesto Libertário

Manifesto Libertário


Que tem o homem dentro de si capaz de o prender a passadas emoções?


TUDO ! ! !


Quando ouço a música da Nicarágua ou de El Salvador; quando ecoa a voz de Ali Primera ou Victor Heredia é a mim, o mais profundo de mim se projetando em profusão.


Somos eternos vulcões em erupções frequentes de alegria e prazer.


Quem pode negar a sua essência?


Uma coisa é não odiar, duro aprendizado; outra coisa muito diferente é negar os vículos construidos com todos os Povos Revolucionários da América Latina. A Minha América Latina.



Eu   sou   Revolucionário!
Eu   sou   Mapuche!
Eu   sou   Evo Morales!
Eu   sou   Aymara...
   ... e muito mais.



As Veias Abertas da América Latina seguem tão abertas e tão sangrentas como quando da elaboração do magistral livro do nosso companheiro Eduardo Galeano. Veias abertas rompendo preceitos éticos.


Temos sim tarefas a cumprir, atos a desempenhar.


AVANÇAR ! ! !


Democracia Popular ! ! !


A ética do Capital não é a ética da VIDA, mas a da servidão do homem. Capaz de se voluntariar nessa servidão para receber algum sorriso, um tapinha nas costas; até que o inevitável pé na bunda lhe venha, por não mais ser peça útil à engrenagem.


Direita e Esquerda se igualam na iniquidade: o SER se fazendo ENTE.



Viva a música e a poesia ! ! !


Viva a Anarquia ! ! ! 


Viva o Humanismo Libertário ! ! !



Paulo Cesar Fernandes


06/12/2015

sábado, 5 de dezembro de 2015

20151205 MARANTI

20151205 MARANTI


Eles são os "Maranti" um duo muito especial da Hungria. 


Unindo uma guitarra e um violino trazem um novo sabor à música. A formação por si mesma já nos dá uma dimensão da amplitude de suas possibilidades.


Tendo sua formação se dado em maio deste ano de 2015, podemos chamar de o mais novo em termos de temporalidade, embora sua carreira já venha de algum tempo. 


Seus nomes? 

Antal Bosnyák (Slinky) e Mária Markócs.


Vejamos:

Antal Bosnyák (Slinky), foi guitarrista e leader da banda Onix, uma lenda do Rock cuja carreira consta de quatro álbuns. Antal também foi o fundador de um projeto nacional em seu pais: Athmossmusic.

Mária Markócs por sua vez é da Academia de Música, contribuindo como violinista em uma série de orquestras, tendo contribuições em diversos outros gêneros.



Qual a sua meta?

Através da experiência acumulada por cada um chegar a um mix musical de amplas características: Rock; Blues; Jazz; músicas clássicas e trilhas sonoras de filmes. Evidentemente terão foco especial nas próprias composições.


A primeira demo da dupla saiu neste setembro de 2015, estando duas músicas disponíveis nos links abaixo.

Videoclips estão em preparação para tais músicas.


Quer saber mais? Visite os LINKS abaixo. Não vai se arrepender.

Asseguro. A descoberta dessa dupla foi uma das mais gratas surpresas deste meu ano de 2015.

Visite e descubra um outro mundo sonoro:


https://www.facebook.com/Maranti-916373471763378


https://soundcloud.com/maranti



Saúde e Paz.

Paulo Cesar Fernandes

05/12/2015.

sábado, 28 de novembro de 2015

20151128 Blues asso

Tentativa de poesia concreta.

Tema: Blues e stress


20151128 Tarefa

Tarefa


Descia ou subia eu pela Rua Pará, voltando para casa, quando me dei conta dum cara ao meu lado. Um metro na minha direita.

Pensei cá com meus botões: 

"Que baita cara parecido com o Jung!"


_ E quem tu pensas ser? Pensas dois iguais nesses universos? E não vou usar meu tempo contigo pois tenho mais importantes coisas a fazer. Que vinhas pensando?

_ Nas leituras de cada tarde. - respondi

_ E nelas estão minhas obras. Acertei?

Assenti com a cabeça. E o velhinho prosseguiu:

_ Não adianta pensar as coisas de forma solta. Desenha minhas idéias e as representa graficamente. Isso solidifica conceitos.

_ Mas sou péssimo nesse negócio de grafismo. - respondi agastado.

_ Escuta moleque, se quisesse perfeição não estaria do teu lado, escolheria um arquiteto. Mas eles pensam apenas em outras estruturas. Tenho de me valer de ti mesmo. Afinal tu ainda pegas 
meus livros.

_ Mas nem sempre chego onde suas ideias querem me levar. - Respondi com tristeza.

_ Nem tente. Eu mesmo já penso diferente. Mas o meu gráfico, vais ou não pensar em algo?

Quando tomei a decisão, o velhinho desapareceu do meu lado. E percebi também ter parado o tempo e o espaço, eu estava na mesma passada da sua aparição, no mesmo condomínio de apartamentos. Voltei daquela explosão mística.

Segui o caminho tentando imaginar um grafismo, o mais fiel possível ao que compreendi, e ao que reputo como mais importante das coisas de Jung.

Chegando em casa executei.

Espero ele não se aborreça com meu trabalho. Afinal prefiro escrever a desenhar.

Intrigado estava com a questão do tempo e espaço, me lembrei de uma obra dele cujo título é "Sincronicidade". Talvez esse evento tenha apenas tentado me mostrar de modo mais clara o seu 
conceito de sincronicidade. Talvez, Sei lá! Apenas uma conjectura.

A Vida é mais ampla. 

Nosso pensar? Mas muito reduzido diante de Tudo.


Paulo Cesar Fernandes.

28/11/2015. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

20151124 Die Toten Hosen Opel Gang 1983

Die Toten Hosen
Opel Gang
1983

Opel-Gang ('Banda del Opel' en alemán) es el álbum de debut del grupo alemán de punk rock Die Toten Hosen. 

Fue lanzado en 198 por la discográfica Totenkopf en una edición de 20.000 unidades y fue producido por Trini Trimpop y Jochen Hülder. 

El sencillo Reisefieber pertenece a este LP. El disco fue remasterizado y relanzado en 2007, obteniendo la certificación de disco de oro.

El título hace referencia a una noticia local de un periódico de Düsseldorf sobre una pandilla juvenil que cometía pequeños robos y se daba a la fuga en coches de la marca Opel tuneados. 

El nombre del disco sirvió para bautizar a una banda argentina que hace versiones de los Toten Hosen.




*
*** Trilhas
*
01 Tote Hose (01.24 Introducción instrumental
02 Allein vor deinem haus oder Dein vater der boxer (02.18
sica: von Holst, Frege / letras: Frege, Meurer, Trimpop
03 Modestadt Düsseldorf (02.24
Die Toten Hosen / Frege
04 Reisefieber (03.56
Breitkopf, Frege, von Holst, Meurer, Trimpop / Frege
05 Kontakthofn. 1 (02.47
von Holst / Frege)
06 Opel-Gang (01.57
von Holst, Frege / Breitkopf, Frege, von Holst, Meurer, Trimpop
07 Willi muß ins heim (02.26
von Holst / Trimpop, Frege, Meurer
08 Wehende fahnen (03.20
von Holst, Frege / Trimpop, Frege
09 Schwarzer mann (01.15
Die Toten Hosen / Frege
10 Geld (02.23
Frege, von Holst / Meurer, Trimpop, Frege
11 Ülüsü (02.42
Meurer, von Holst, Frege / Frege
12 Es ist nichts gewesen (02.45
von Holst / Frege
13 Sommernachtstraum (01.44
von Holst / Trimpop, Meurer, Frege
14 Hofgarten (02.17
von Holst, Meurer, Breitkopf / von Holst
15 Bis zum bitteren ende (02.27
Frege / Frege
*
*** Trilhas
*




*
01 Tote Hose
*
* Introducción instrumental
*
02 Allein vor deinem haus oder Dein vater der boxer

Ich frier jetzt schon zwei Stunden hier,
nachts vor eurem Haus.
Die Eltern schlafen unter dir,
das Licht geht endlich aus.
Ich werf noch einen Kieselstein,
denn das ist das Signal.
Wie kann denn sowas möglich sein,
Ich weiss doch, du bist da. 

Ich seh ziemlich blöde aus,
allein vor deinem Haus.
Ich seh ziemlich blöde aus,
allein vor deinem Haus. 

Ich frier jetzt schon vier Stunden hier,
allein vor eurem Haus.
Die Eltern schlafen unter dir,
das Licht ist lange aus.
Ich werfe noch einen Kieselstein,
denn das ist das Signal.
Wie kann denn sowas möglich sein,
ich weiß doch, du bist da. 

Ich seh ziemlich blöde aus,
allein vor deinem Haus.
Ich seh ziemlich blöde aus,
allein vor deinem Haus. 

Allein, allein, allein... 
Allein, allein, allein... 
Allein, allein, allein... 

Was macht denn Rolands Fahrrad hier,
es lehnt dort an dem Zaun.
Jetzt weiß ich auch was hier passiert,
du bist ganz schön braun.
Der Hund bellt los, das Licht geht an,
Roland war zu laut.
Hart küsst er den Straßenrand
und sein Rad ist geklaut. 

Roland sieht ziemlich blöde aus,
allein vor deinem Haus.
Roland sieht ziemlich blöde aus,
allein vor deinem Haus. 

Roland ist allein, Roland ist allein, Roland ist allein... 
Allein, allein, allein... 
Allein, allein, allein... 
Allein, allein, allein...
*
03 Modestadt Düsseldorf

Wir sind nicht aus Berlin,
die die DDR umschließt.
Wir sind auch nicht von Frankfurt her,
wo die Drogenszene alles erschwert. 

Wir sind nur aus Düsseldorf,
wo kein Mensch irgendwelche Sorgen hat.
Wir sind nur aus Düsseldorf,
wo kein Mensch irgendwelche Sorgen hat. 

Modestadt Düsseldorf
Modestadt Düsseldorf
Modestadt Düsseldorf 

Wir sind aus einem schönen Ort,
Armut ist hier ein Fremdwort.
Jeden Sommer, jedes Jahr
trifft sich Düsseldorf auf Ibiza. 

Wir sind nur aus Düsseldorf,
wo kein Mensch irgendwelche Sorgen hat.
Wir sind nur aus Düsseldorf,
wo kein Mensch irgendwelche Sorgen hat. 

Modestadt Düsseldorf
Modestadt Düsseldorf
Modestadt Düsseldorf
Düsseldorf
*
04 Reisefieber 

Das Meer Rauscht du bist allein
Es riech nach Fisch du willst zufrieden sein
Doch irgendwie gelingt es nicht
Obwohl du so weit geflohen bist
Ist das alles was nach so viel Meilen liegt

|: Die Nordsee Schlägt dir ins Gesicht
   Und trotzdem hast du verloren
   Du bist nicht weit gekommen
   Du läufst weiter nach vorn :| Bis

Deine Leiche wurde schnell gefunden
Das war zwei Tage interessant
An deinem Arbeitsplatz sitzt jetzt ein neuer Mann
Doch was ist da schon besondres dran
Ist das alles was nach so viel Meilen liegt

|: Die Nordsee Schlägt dir ins Gesicht
   Und trotzdem hast du verloren
   Du bist nicht weit gekommen
   Du läufst weiter nach vorn :| Bis

*
05 Kontakthofn. 1

Wenn du's auf die Schnelle brauchst,
willst du mal 'ne andere Frau.
Wenn du's auf die Schnelle brauchst,
willst du mal 'ne andere Frau.

Wenn du dich nicht richtig traust
und wenn es keiner merken soll,
brauchst du mal 'ne andere Frau.
Oder reisst du ohne Geld nichts auf 

Wenn du's auf die Schnelle brauchst,
willst du mal 'ne andere Frau. 
Wenn du's auf die Schnelle brauchst,
willst du mal 'ne andere Frau.

Ist dein Bett zu Hause besetzt,
weil sie den Nachbarn noch mehr schätzt,
für deine Karriere kein Risiko:
alles läuft inkognito. 

Wenn du's auf die Schnelle brauchst,
willst du mal 'ne andere Frau.
Wenn du's auf die Schnelle brauchst,
willst du mal 'ne andere Frau.
*
06 Opel-Gang

Den arm aus dem fenster,
Das radio voll an,
Draußen hängt ein fuchsschwanz dran,
In jeder karre sitzen vier mann.
Die bullen eben in der stadt abgehängt,
Mit 110 einen ford versengt
Und einen fiat ausgebremst.
Wir haben neue schluffen drauf
Und uns ralleystreifen gekauft.

Wir sind die jungs von der opel-gang,
Wir haben alle abgehängt.
Wir sind die jungs von der opel-gang,
Wir haben alle abgehängt.
Opel-gang!

Eine runde um den häuserblock,
Danach wird die karre aufgebockt
Und sich unter die kiste gehockt.
Samstags nachmittags um halb vier,
Fußballreportage und ein bier.
Kavaliersstaat wird ausprobiert,
Dann geht's los im tollen spurt,
Wir schließen nie den gurt.

Wir sind die jungs von der opel-gang,
Wir haben alle abgehängt.
Wir sind die jungs von der opel-gang,
Wir haben alle abgehängt.
Wir sind die jungs von der opel-gang,
Wir haben alle abgehängt.
Wir sind die jungs von der opel-gang,
Wir haben alle abgehängt.
Opel-gang - wir haben alle abgehängt!
Opel-gang - wir haben alle abgehängt!
Opel-gang - wir haben alle abgehängt!
Opel-gang - wir haben alle abgehängt!
Opel-gang - wir haben alle abgehängt!
Opel-gang - wir haben alle abgehängt!
*
07 Willi muß ins heim

Sie ist Mutti's Liebling, mich mochten sie nie.
Von Morgens bis Abends gab's immer nur sie.
Sie hat mich bei Vati und Mami verpetzt,
dafür hab ich ihren Hamster zerfetzt. 

Das ging zu weit -
Willi muss ins Heim. 
Das ging zu weit -
Willi muss ins Heim.

Danach hab ich meine Platten vermisst
und ihr heimlich in die Limo gepisst.
Als Vati und Mami gestern Abend weg waren,
da hatte ich sie für mich allein und zog ihr an den Haaren. 

Das ging zu weit -
Willi muss ins Heim.
Das ging zu weit -
Willi muss ins Heim.
Willi muss ins Heim.
ins Heim.
ins Heim.
ins Heim.
ins Heim.
*
08 Wehende fahnen

Vor sechs Jahren ging es los,
es war wie eine Revolution.
Ziel und Richtung unbekannt,
alles Alte wurde niedergerannt. 

Mit wehenden Fahnen werden wir untergehen.
Wir halten durch, wir warten noch,
denn es ist noch nichts geschehen.

Vor sechs Jahren ging es los,
es war wie eine Revolution.
Ziel und Richtung unbekannt,
alles Alte wurde niedergerannt.

Mit wehenden Fahnen werden wir untergehen.
Wir halten durch, wir warten noch,
denn es ist noch nichts geschehen.

Vor sechs Jahren ging es los,
es war wie eine Revolution.
Ziel und Richtung unbekannt,
alles Alte wurde niedergerannt.

Mit wehenden Fahnen werden wir untergehen.
Wir halten durch, wir warten noch,
denn es ist noch nichts geschehen.
*
09 Schwarzer mann

Das Gesicht wird dezent durch die Brille versteckt.
Er hat sich einen Plan ausgeheckt.
Den Aktenkoffer in der Hand,
überrascht er dich am Zeitungstand. 
Der schwarze Mann. 

Du weichst zurück, doch du kannst nicht weg.
Die kaltgrauen Augen haben dich entdeckt.
Plötzlich steigt auf in dir die Angst,
du hast den Mann in schwarz erkannt. 

Der schwarze Mann.
Der schwarze Mann.
Der schwarze Mann.
Mann.
*
10 Geld

Wohin bringe ich das Geld?
Es gibt keinen Platz der mir gefllt.
Wohin bringe ich das Geld?
Es gibt keinen Platz der mir gefllt - fr das Geld.

Gestern in der Rio Rita Bar
War 007 in Lebensgefahr.
Von hinten schob er mir ein Pckchen zu:
"Bring das Zeug zu Joe nach Istanbul!"
Auf dem Klo machte ich das Pckchen auf,
Es fiel 'ne Menge Zaster raus.

Wohin bringe ich das Geld?
Es gibt keinen Platz der mir gefllt.
Wohin bringe ich das Geld?
Es gibt keinen Platz der mir gefllt - fr das Geld.
Geld, Geld, Geld,... 

Lass mich doch mit dem Schei&szilg; in Ruh!
Wer ist denn Joe aus Istanbul?
Ich spl den Mist durch den Kanal,
Denn mein Bier drauen wird langsam schal.
Geld, Geld, Geld,...

Wohin bringe ich das Geld?
Es gibt keinen Platz der mir gefllt.
Wohin bringe ich das Geld?
Es gibt keinen Platz der mir gefllt - fr das Geld.
Geld.
*
11 Ülüsü

Wir haben uns nur angesehen
und sofort war es um uns geschehen.
Es war auf der Party bei einem Freund,
wir sprachen kaum und waren doch vertraut.
Wir waren sofort im Schlafzimmer
und ich dachte "Liebe für immer".
Dann hab ich nach deinem Namen gefragt
und du hast Ülüsü gesagt. 

Ülüsü war eine Türkin -
wie konnte mir das bloß geschehen?
Ülüsü war eine Türkin -
ich werde das niemals verstehen. 

Ülüsü, Ülüsü, ooh, Ülüsü, Ülüsü 

Wir haben einen Treffpunkt gemacht
an der Pommesbude gegen halb acht.
Ich bin nicht gekommen, denn du musst verstehen,
ich kann so nicht mit dir nach Hause gehen.
Der Ruf der Familie steht auf dem Spiel
und da hilft später kein Persil.
Auf der Party ging's mir sowieso zu schnell,
du gehst bestimmt mit allen ins Bett. 

Ülüsü war eine Türkin -
wie konnte mir das bloß geschehen?
Ülüsü war eine Türkin -
ich werde das niemals verstehen. 

Ülüsü war eine Türkin -
wie konnte mir das bloß geschehen?
Ülüsü war eine Türkin -
ich werde das niemals verstehen.

Ülüsü, Ülüsü, ooh, Ülüsü, Ülüsü
*
12 Es ist nichts gewesen

Warum schaust du mich so an?
Hat sie etwas bemerkt?
Ist an mir etwas Besonderes dran?
Hat sie etwas bemerkt?
Warum der Knutschfleck am Hals?
Den kann ich erklären.
Und an meiner Jacke das Haar?
Auch das ist nicht schwer. 

Es ist nichts gewesen,
es ist nichts geschehen. 
Es ist nichts gewesen,
es ist nichts geschehen.
Es ist nichts gewesen,
es ist nichts geschehen.

Wenn ich weit weg auf 'ner Tagung bin,
denke ich nur an dich.
Wenn ich mal 'ne andere seh,
schau ich einfach nicht hin.
Die roten Nummern im Adressbuch,
die sind doch von meinem Chef.
Was ist das für ein Nylonstrumpf?
Wie kommt der in mein Gepäck? 

Es ist nichts gewesen,
Es ist nichts geschehen.
Es ist nichts gewesen,
es ist nichts geschehen.
Es ist nichts gewesen,
es ist nichts geschehen.
Es ist nichts gewesen,
es ist nichts geschehen.
Es ist nichts gewesen,
es ist nichts geschehen.
Es ist nichts gewesen,
es ist nichts geschehen.
Es ist nichts gewesen,
es ist nichts geschehen.
*
13 Sommernachtstraum

Es war heut sehr heiß und der Tag war lang,
doch langsam kommt die Nacht.
Die Harten fahren in die Stadt,
denn Stress ist wieder angesagt. 

Wir bleiben auf dem Spielplatz auf unserer Bank:
Alk, Dröhnung, viel Gesang. 

Die Turmuhr schlägt zwölf,
bei uns geht's jetzt los.
Wir sind zu, die Stimmung ist groß.
Die Parkbank wird leer und es füllt sich das Gebüsch,
bis morgen der neue Tag anbricht. 

Wir bleiben auf dem Spielplatz auf unserer Bank:
Alk, Dröhnung, viel Gesang. 

Hey, Hey, Hey,... 
Hey, Hey, Hey,... 
Hey, Hey, Hey,... 

Wir bleiben auf dem Spielplatz auf unserer Bank:
Alk, Dröhnung, viel Gesang.
*
14 Hofgarten

Letzten Sonntagmorgen
latsch ich durch den Hofgarten.
Halb sechs -
was muß ich unter den Büschen sehn 

Ficken, Bumsen, Blasen,
alles auf dem Rasen. 
Ficken, Bumsen, Blasen,
alles auf dem Rasen. 
Ficken, Bumsen, Blasen,
alles auf dem Rasen. 
Ficken, Bumsen, Blasen,
alles auf dem Rasen. 
Ficken, Bumsen, Blasen,
alles auf dem Rasen. 
Ficken, Bumsen, Blasen,
alles auf dem Rasen. 

Hey, Breiti!
Ich bin's, Kuddel!
Lass mich auch mal!
Du bist ja gar nicht Kuddel,
du bist ja Trini!
*
15 Bis zum bitteren ende

Und die jahre ziehen ins land
Und wir trinken immer noch ohne verstand,
Denn eins, das wissen wir ganz genau,
Ohne alk da wäre der alltag so grau.

Korn, bier, schnaps und wein
Und wir hören unsere leber schrein.
Und wenn einmal der abschied naht,
Sagen alle: das hab ich schon immer geahnt.

Und die jahre ziehen ins land
Und wir trinken immer noch ohne verstand,
Denn eins, das wissen wir ganz genau,
Ohne alk da wäre der alltag so grau.

Korn, bier, schnaps und wein
Und wir hören unsere leber schrein.
Und wenn einmal der abschied naht,
Sagen alle: das hab ich schon immer geahnt. .

Immer geahnt, immer geahnt, immer geahnt...

*****