sábado, 31 de janeiro de 2015

20150131 A voz do instinto

A voz do instinto.






Não sei explicar. Mas há em mim um sentimento desta turbulência pela qual o Brasil atravessa, ser similar às chuvas de verão muito fortes, e cujos estragos contabilizamos por longo tempo.


Mas são exatamente tais transtornos, os elementos capazes de promover a necessária renovação dos elementos nas regiões
afetadas.


Tempo virá, na qual esta difícil transição será tida, pelas pessoas de bom senso, como algo benéfico; por mais dolorido nos seja no presente momento.


Ficamos irados, intransigentes e por vezes grosseiros.


Mas o tempo é eficaz.


Ele nos fará ver tudo sob outra ótica. Até pelo fato de termos atingido novos patamares de progresso. Principalmente no trato da coisa pública.




Me pauto pelo que lembro das lições de Hegel, em seu livro "A Razão na História".


Hoje é uma intuição tão somente. Voltando aos meus apontamentos do fichamento desse livro, terei mais elementos e clareza de como analisar este nosso momento.


Hegel é sempre Hegel.


Com alegria soube, numa entrevista de Slavoj Zizek, um ortodoxo marxista, segundo ele fazendo "um retorno a Hegel", deixando seu apego a Marx, e retomando os escritos do velho Hegel.


É significativo. quando o maior marxista da atualidade faz essa deriva no sentido do pensar de Hegel. Isso é prova da força imanente do Idealismo Alemão na época presente, representada por seus maiores expoentes: Kant; Hegel e Heidegger.


Não é possível pensar ou sentir o movimento histórico sem ao menos ter passado os olhos na visão de Hegel a respeito.
Foi contestado por sua admiração a Napoleão, mas muito veraz na prática.


Quanto à nossa tormenta, não é grave como a fase de Hegel em Jena; um pais enfraquecido, tendo à frente as vitórias de Napoleão não é de estranhar tal admiração.


Nessa fase, alguém enunciou: "Os alemães pensam a revolução e os franceses a realizam."


Quem diz ser impossível a instalação de transformador ordenamento jurídico no Brasil?


Meu "faro" me leva a apostar nessa tese uma série de fichas.



Afinal é sabido que CRISE significa OPORTUNIDADE.


E assim será no devido tempo.


Paulo Cesar Fernandes

31/01/2015

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

20150122 Levanta e luta

Levanta e luta



Por vezes, as circunstâncias da vida tendem a nos fazer sentir menores. Mas não o somos.



Em geral, não temos noção de nossa real dimensão. Por diversas circunstâncias a nossa auto-estima é detonada, buscando dobrar
nossa coluna. Fazer-nos servis.


Nada disso! Não permita!



Seu valor não está naquilo pensado por todos (talvez imbecis) ao seu redor.


Quem define o seu valor são os seus pensamentos, desembocando nos seus atos.


A sociedade atual, tende a criar novidades e necessidades para o homem se sentir sempre desconfortável, e compelido à busca
dessas coisas completamente inúteis.



Já percebeu?
A cada momento uma nova pesquisa aponta um produto, um alimento como o vilão; mais adiante o mesmo alimento como herói.


Que há por trás disso?

Há uma lógica: a lógica do mercado.



Mas a lógica capaz de ser útil ao homem é a capaz de libertá-lo de todas as coisas, de todas as instituições, de tudo enfim.

Afinal, você não precisa de nada e de ninguém para orientar a sua vida.

Livre nasceu você. Racional. Capaz. Inteligente.



Bote fora todas as preocupações nascidas fora de si. Afinal você é dono e senhor do seu presente e do seu futuro. Assim sendo não se deve pautar por nada além das suas reflexões e  seus estudos.


Todo o resto são inutilidades. Gente buscando bater a sua carteira.


Não permita!



Já bastam os impostos majorados à sua revelia, e sem razões históricas ou necessidades concretas atinentes à sua pessoa.


Levante a cabeça!


Saiba do seu valor e lute! Tenazmente lute contra o autoritário mundo atual.


Todo Ser é maior que toda a materialidade.


Entre o Ser e o Ente (coisa), se tiver de escolher, opte sempre pelo Ser.


Opte por si mesmo em última instância.



Paulo Cesar Fernandes

22/01/2015

20150126 469 anos da Minha Cidade

469 anos da Minha Cidade



Não. Não perdi meu cinzel de esculpir sonhos.
E estou certo: um deles, talvez o mais bonito, és tu Santos.




E sigo sempre encantado pelas ruas Minha Cidade. Em cada espaço, antigo ou recente digo minhas coisas. Coisas sentidas e coisas pensadas por este coração tão inquieto quanto feliz.



De viver nesta cidade.
Feliz de viver.
Enquanto puder.
O quanto puder.
Até a chama da vida calar.
E minha voz não puder mais ser ouvida.




Mas não se entristeça.
Nada mudará minha luta, vinda de outras tantas vivências.




Teu aniversário, minha cidade, é um marco.
Forte bate em meu peito o teu calor e meu amor por ti.
Mas outros tantos pagos já me foram berço, outros tantos o serão ainda.

Sou transeunte de diversas calçadas, em diversos corpos habitei, enfrentando as mais distintas situações.



Mas neste 2015. Neste Janeiro. Neste dia 26 dos teus 469 anos são teus meu tempo e meu coração.



Santos, uma vez mais te digo: tu e eu somos apenas um.


Paulo Cesar Fernandes

26/01/2015

domingo, 25 de janeiro de 2015

20150126 Es ist vorbei (Acabou

20150126 Es ist vorbei (Acabou


Mas o silêncio diz
Quando o olhar perde o brilho
E com jeito ganha distância.



Mas o silencio diz
Quando a mão quase afaga
Mas para, quase tocando a face.



O silêncio diz
Se a lágrima não chega a cair
Dos olhos tão marejados.



Mas o silêncio diz mais
Quando mãos entrelaçadas
Suavemente se afastam.




É fria.
Toda separação.
Todo distanciamento.
Corte profundo no peito.
Aberto em atos.



E no fim de tudo
Restam apenas notas soltas para piano.
Da canção sem o nome dela.
Acordes sem mais sentido.
E cacos de um porta retratos.



Paulo Cesar Fernandes

26/01/2015


P.S.: Eu preciso aprender música. As coisas caminham para esse rumo e eu não sei nada de quem me leva. Mas se portas se abrirem eu vou. Apesar de velho.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

20150123 Não se prenda

Não se prenda


Não fomos feitos para estar na vida como elefantes de circo.
Atados a estacas.


Solta teu corpo e tua alma em todas as lufadas de vento. Mesmo as mais tempestuosas. Tudo é muito curto. Tudo é muito rápido e não temos tempo a perder.


Ousa viver! Ousa curtir! Como se fossemos eternos adolescentes, vibrando firmemente em todas as emoções.


A morte é certa. Não há fuga possível. Viver! Viver! E mais viver!


É a única fórmula possível de se postar no Pátio dos Felizes. Quem temeu a Vida não conseguiu encontrar seu espaço nesse pátio sagrado. Um lugar para poucos, como no livro de Hermann Hesse O Teatro Mágico na qual o personagem entra por pura curiosidade, e para passar o tempo. Eu estou falando de "O Lobo da Estepe".


Pois tudo se relaciona com tudo. Assim, se tu és meu amigo, a tua felicidade e a tua liberdade aumentarão as minhas. Pois há
laços sutis e desconhecidos entre toda a Humanidade.


Laços não interessantes à ciência. Ela não os vê pois não os olha, não os busca, e não quer deles saber. Pois não há financiamentos para a metafísica. Das Kapital é burro como uma porta; mais burro apenas Der Kapitalismus. E apesar de burro se reinventa para te aprisionar.


Pula fora de todos os esquemas. Tira o terno, a gravata, a ilusão e parte para a vida de verdade. Caminha pela orla de São Vicente jogando fora cada uma das peças. E a cada peça ata uma besteira na qual te obrigaram a acreditar desde a mais tenra idade. Quanto mais despojado, mais leve estarás.



Ama tua mulher, teu marido, teus filhos.



Urge fazer nascer o amor. Usar a linguagem, ou as várias formas de expressão para dizer o amor. Afinal fomos formatados para
esconder o amor em prol do egoísmo. Feitos para negar o amor. Fala do teu amor. Te expressa. É urgente mesmo, não te iludas.



Eu? Quem sou? Apenas um Arauto do Bem Viver. E não se vive sem amor. Espalho as sementes do pensar para brotarem nos
corações. Alguns são pedra bruta e a semente dorme.



Mas, por outro lado, há corações terra fértil em boas emoções. Se a semente cai num desses, a Terra é só perfume por anos e anos. É a Paz se consolidando como um fato. É o nascimento do Reino da Justiça propagado por Jesus de Nazaré, o homem, e não o mito nascido da ignorância.



Viver é também desnudar todos os mitos, sobretudo beber o cristalino de cada um de seus pensamentos e ensinos. Falo de
Nietzsche assim como de Jesus de Nazaré; Falo de Jung assim como de Martin Heidegger. Falo do meu irmão assim como falo do
meu avô materno. Falo de John William Hooke assim como falo de Ernesto Che Guevara.


Desnudar a si; desnudar os mitos, para revelar o mundo.


Um processo sem fim no andar do tempo.


Não temas!


Abre as asas para todas as percepções e deixe os ventos levarem tua alma muito além do imaginável.


Paulo Cesar Fernandes

23/01/2015

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

20150121 Brincando com a Pena


Pena (O Teatro Mágico




O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Um sorriso por ingresso
Falta assunto, falta acesso
Talento traduzido em cédula
E a cédula tronco é a cédula mãe solteira



O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Acordes em oferta, cordel em promoção
A Prosa presa em papel de bala
Música rara em liquidação



E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A Luz acesa
Lá se dorme um Sol em mim menor



Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior



O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
A porcentagem e o verso
rifa, tarifa e refrão
Talento provado em papel moeda
Poesia metamorfoseada em cifrão



O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
Meu museu em obras, obras em leilão
Atalhos, retalhos, sobras
A matemática da arte em papel de pão



E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A luz acesa
Já se abre um sol em mim maior



Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior


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Assista já!

https://www.youtube.com/watch?v=xupjCmlUR08

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O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai



O poeta e a pena como seu instrumento de trabalho.


Mas o poeta também pena, de penar, de sofrer, pois sofre o poeta de verdade ou por ser um fingidor. Como disse outro poeta, da dor que deveras sente.

E sofre com a queda do pano pois detrás do pano é o locus onde ele se esconde.
É como a máscara, a persona, atrás do qual cada um de nós; poetas ou não, nos deixamos iludir de levar ilusão aos demais.



Falta assunto, porém muito mais falta acesso para a mulher ser dona de seu corpo e apenas receber o filho concebido
intencionalmente. Não se pode livrar daquele engano, daquela gravidez fora de tempo, fora de ápoca, e fora de qualquer
possibilidade. E mais, não pode converter isso em algo útil a quem quer que seja.
Um outro Ser, nem pelo mais puro amor ao mundo.



Acordes em oferta, música em liquidação e o poeta vende seu samba. Algo de comer para sua família. E a Cultura de verdade é deslocada para a periferia. E não sabe o tal Ministério, jaz nos grandes centros o que não é mais. E renasce a periferia,
renasce a outra forma de fazer tudo através de liberdade e da criatividade total.



Ninguém segura com as mãos a Liberdade da Arte. Ninguém a amarra nem com os mais complexos nós de marinheiro. Ela eclode e ponto final. Lá está. Sem meios e mídias, mas pelos meandros caminha a Arte. Nos desvãos dos caminhos caminha a Arte.



Mas eles querem que tudo se torne dinheiro, cifrão, inutilidade. Pensam que a tudo se lhe bota um preço.

Boto fora essa gente a pontapés. Pois a Arte é mais, mais dum dolar de milhões de dinheiros.



A Arte é. E se basta com isso.


O artista sabe quem é, e quanto é maior que si mesmo.
É o Ser-em-si e ao mesmo tempo é o Ser-para-si.
Mas ao mesmo tempo se desloca no palco sendo mais e mais a cada dia.


Se sabe algo mais por dentro, e nega as imagens dele feitas. Vistas de fora.



E é por isso, e só por isso, seus altos brados em todas as ruas e em todas as esquinas, dos bairros mais humildes e dos
jardins mais ajardinados. Assim ele brada:

"Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior."



E o é, com certeza.


Paulo Cesar Fernandes

21/01/2015

20150118 Passarinho


"Morreu. Mas como um passarinho.
  Tomou um tiro no peito."



Este negro humor, de tão mau gosto é um fato. É Real no Brasil de hoje.



Ocorreu na tua esquina e tu não ficastes sabendo. Afinal não saiu na TV, pois nem tudo sai na tua TV.



E não dá para dar nota das 52 mil mortes ocorridas a cada ano neste pais sem eira e nem beira. Desgovernado e sem rumo.



Vinte e seis mil mortes no trânsito, e outras vinte e seis mil por homicídio.



No Rio de Janeiro são balas perdidas. No resto do Brasil as balas sempre encontram um peito para nele se acolher.



Viver no Brasil é exercício de vida a cada dia. E voltar vivo para casa é um motivo de comemoração.



Uma coisa eu tenho plena certeza.


"Ao fim e ao cabo somos todos prováveis passarinhos."


Paulo Cesar Fernandes

18/01/2015
 
 
P.S.: Não tem como. A esquerda é sempre o melhor lado. Pena que o nosso governo seja de extrema direita. Traindo todos os ditames que trouxe à vida o Partido dos Trabalhadores.


Se alia aos banqueiros e permite que elevem aos píncaros as taxas de juros. Traidores. Colocam nas costas do povo, através de impostos, todos os desmandos e as incompetências dos quatro anos de desgoverno.
 


"Cala a boca Magda" é o bordão de um seriado de TV usado toda vez que Magda diz uma asneira.
 


Creio que o Ministério todo deu um
"Cala a boca Dilma" para tirar ela de onda de vez. Afinal ela é burra, incompetente e desonesta.
 
 
Quem vai tentar limpar a área lá em Davos?
 
 
O Ministro da Economia. Um banqueiro (do BRADESCO) representando um governo que deveria ser de esquerda.
 
 

Eu não entendo mais nada. Só sei uma coisa:
 

Conseguiu montar um ministério muito pior para esta gestão.
 
 

A CULPA É DO LULA. AQUELE SACANA E DESONESTO. PAU NO LULA ENTÃO.