sábado, 6 de outubro de 2012

Evolução na Revolução

Musica de MIlton Nascimento tendo como tema o povo indígena:

Promessas do Sol
Milton Nascimento

Você me quer forte
E eu não sou forte mais
Sou o fim da raça, o velho que já foi
Chamo pela lua de prata pra me salvar
Rezo pelos deuses da mata pra me matar

Você me quer belo
E eu não sou belo mais
Me levaram tudo que um homem precisa ter
Me cortaram o corpo à faca sem terminar
Me deixando vivo, sem sangue, apodrecer

Você me quer justo
E eu não sou justo mais
Promessas de sol já não queimam meu coração
Que tragédia é essa que cai sobre todos nós?
Que tragédia é essa que cai sobre todos nós?

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Nota poética complementar ao poema de Milton Nascimento.
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A (mal) dita "civilização" é
Para todo o povo amerindio uma grande tragédia.
Indios do Brasil.
Gauchos argentinos.
Etnias Quechua y Aymara de Bolivia.

Peru e seus indios...
Nações mexicanas...
Maldição secular, tragédia constante.
Cortante açoite
Verte sangue aos borbotões
Indios, negros, putas, cafetões,
Marginália vil!!
"A Europa civilizada
Civiliza HispanoAmerica"
E os lacayos de cada pais
Lhes dão sustentação
Recursos e poder
Prá todo nativo foder.

Uma mão cerrada
Nasceu do seio da terra
Veias de ira
Sede de vingança
Evolução na Revolução
Cobrando todo o passado
Aqui e Agora!

Paulo Cesar Fernandes

06/10/2012

Acerca do Amor

Nós homens, somos todos uns patifes.

Temos, de maneira geral, um medo danado em falar de amor. De declarar amor. De trabalhar sobre esse tema. Tão doce tema.


Como se algum de nós fosse fruto de outra coisa diferente do amor.
Mesmo em se tratando da inseminação artificial, há dois ansiosos corações, desejosos de um rebemto, a quem possam voltar as mais belas energias afetivas de seus corações.
Está na hora de parar com esse medo, e verbalizar de forma clara, sonora e efetiva toda a nossa preocupação com a afetividade.

Alguns homens se julgam enfraquecidos, por dizer à mulher de sua necessidade dela em sua vida. Como se a partir desse conhecimento a mulher fosse desandar a maltrata-lo, ou dar-lhe menos valor.
Totalmente inverso é o processo, penso eu.

Segura do amor, a mulher se sente mais comprometida, mais ligada/atraida mesmo, e isso terá impacto na sua própria atividade sexual com o parceiro. Serão mais intensos os gozos, ou em maior quantidade, isto dependendo do psiquismo de cada mulher.

"Eu te amo" não é uma expressão a ser usada apenas no ato sexual, mas algo a ser dito em diversas outras ocasiões, e até de muitas diversas maneiras, dependendo da criatividade de cada um dos parceiros.

Mas nascemos para aprender uma série de coisas, tendo em destaque: aprender a amar.
Mas não apenas nossa mulher ou companheira; mas amar a todas as pessoas. E evidente está, algumas amamos sem dificuldade qualquer; e outras vão requerer um certo aprendizado. Um tempo de maturação mesmo.

Mas, sem esse amor mais amplo, não há Vida possível, e não há equilíbrio estável e prolongado.
É o amor essa força motora das relações entre as pessoas.


Algo elástico num casal: varia desde um querer bem, meio querendo abraçar e acolher; até o abrasamento da paixão arrebatadora onde o corpo funciona, em cada recantoseu, como a maior fonte de prazeres e descobertas. Momentos fortes e lindos.

E no transcurso do tempo, podem os espiritos transitar entre esses dois extremos num ir e vir constante. O que é verdadeiramente a  delícia existencial.
Cada abrasamento é uma cachoeira de emoções, se expressando em um querer estar junto mais e mais.

Quando arrefece, por sua vez, emerge a sernidade do mar calmo no fim de tarde. A brisa lambendo o corpo, dele tirando leves arrepios.
Mas é prá isso, exatamente prá isso, e por causa disso nossa presença nesta terra de possibilidades: alegrias e dores; ilusões e desencantos; gozo e relaxamento corporal.

É ele, o amor, a poção mágica da existência.
Sem ele nada somos como disse Paulo de Tarso.
E nele nos transformamos mais e mais no sal da terra, e na seiva da Vida.


Paulo Cesar Fernandes

06/10/2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

MISSA DOS QUILOMBOS

Texto: Pedro CASALDÁLIGA e Pedro TIERRA
Música: Milton NASCIMENTO


Apresentação

Em nome de um deus supostamente branco e colonizador, que nações cristãs tem adorado como se fosse o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, milhões de Negros vem sendo submetidos, durante séculos, à escravidão, ao desespero e à morte.

No Brasil, na América, na Africa mãe, no Mundo.

Deportados, como "peças", da ancestral Aruanda, encheram de mão de obra barata os canaviais e as minas e encheram as senzalas de indivíduos desaculturados, clandestinos, inviáveis. (Enchem ainda de sub-gente-para os brancos senhores e as brancas madames e a lei dos brancos-as cozinhas, os cais, os bordéis, as favelas, as baixadas, os xadrezes).

Mas um dia, uma noite, surgiram os Quilombos, e entre todos eles, o Sinaí Negro de Palmares, e nasceu, de Palmares, o Moisés Negro, Zumbi. E a liberdade impossível e a identidade proibida floresceram, "em nome do Deus de todos os nomes", "que fez toda carne, a preta e a branca, vermelhas no sangue".

Vindos "do fundo da terra", "da carne do açoite", "do exilio da vida", os Negros resolveram forçar "os novos Albores" e reconquistar Palmares e voltar a Aruanda.

E estão aí, de pé, quebrando muitos grilhões - em casa, na rua, no trabalho, na igreja, fulgurantemente negros ao sol da Luta e da Esperança.

Para escândalo de muitos fariseus e para alivio de muitos arrependidos, a Missa dos Quilombos confessa, diante de Deus e da História, esta máxima culpa cristã.

Na música do negro mineiro Milton e de seus cantores e tocadores, oferece ao único Senhor "o trabalho, as lutas, o martirio do Povo Negro de todos os tempos e de todos os lugares".

E garante ao Povo Negro a Paz conquistada da Libertação.

Pelos rios de sangue negro, derramado no mundo.

Pelo sangue do Homem "sem figura humana", sacrificado pelos poderes do Império e do Templo, mas ressuscitado da Ignomínia e da Morte pelo Espírito de Deus, seu Pai.

Como toda verdadeira Missa, a Missa dos Quilombos é pascal: celebra a Morte e a Ressurreição do Povo Negro, na Morte e Ressurreição do Cristo.

Pedro Tierra e eu, já emprestamos nossa palavra, iradamente fraterna, à Causa dos Povos Indígenas, com a "Missa da Terra sem males", emprestamos agora a mesma palavra à Causa do Povo Negro, com esta Missa dos Quilombos.

Está na hora de cantar o Quilombo que vem vindo: está na hora de celebrar a Missa dos Quilombos, em rebelde esperança, com todos "os Negros da Africa, os Afros da América, os Negros do Mundo, na Aliança com todos os Pobres da Terra".


Pedro Casaldáliga

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Como a Igreja jamais canonizará este homem, atada que está aos poderes temporais.

Façamos nós a sua canonização:

Santo Pedro Casaldáliga, o santo dos povos sem voz.

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Uma dança pastoral

Uma dança pastoral.

A tarde se foi
devagar e silenciosa
me chega a noite
Serena, sonolenta



Por segundos
Me levam a alma
E lá vou eu...

Me sinto seguro

E num átimo
Retorno renovado
Peito cheio
Emoções...


Ágil é a vida
Feliz o tempo
Tecido ponto a ponto
Todo ele novo


Pó da estrada: passado
A Ressaca
A Depressão
Deleção geral!



Odor de rosas
Chão distante
Flutua leve
O ser sonhante



A Terra chama
Não escraviza
No testemunho
Há muito mais vida



Ideal grande
Imenso planeta
Tarefa brota
Mas das minhas mãos



Não tem outro
É comigo mesmo.
Compromisso e Vida
Revolução!!!



Paulo Cesar Fernandes

05/10/2012

Nota complementar:
Amor e Razão.
A vertente de um novo tempo está sempre ao nosso alcance/dispor.
Basta abrir os olhos, manter amoroso, o coração.
A nova Revolução não mais com armas metálicas.
Tem nos neurônios, sua Razão de ser.

Filosofia e Direitos Humanos - Aula 01

FAyA05_01








Filosofia Aqui y Ahora – Temporada 05 - Filosofia e Direitos Humanos

01 Deus e os Direitos Humanos

01.1  Que são os Direitos Humanos?

01.2   A Declaração Universal dos Direitos Humanos

01.3   A Idade Média e o Poder Pastoral

01.4   A promessa do Reino dos Céus

01.1      Que são os Direitos Humanos?
Há que solucionar alguns mal-entendidos. Direitos Humanos são os direitos que protegem o homem do poder do Estado.

Por outro lado o Estado deve proteger aos que para ele trabalham.
Quando os Agentes do Estado extrapolam de suas atribuições, e torturam, agridem, matam aos cidadãos o Estado é responsável por isto. E são as Instituições Civis que se Poe ao lado do cidadão na sua defesa contra o Estado.

Segundo Thomas Hobbes, em O Leviatã: “o Estado cuida da paz entre os cidadãos, mas para isso os cidadãos devem entregar sua liberdade para o Estado.”

É necessário um equilíbrio entre a Sociedade Civil e o Estado.

01.2      A Declaração Universal dos Direitos Humanos
Após a II Grande Guerra os Direitos Humanos deviam emergir. Mas foi em 10 de dezembro de 1948 que surgiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH).

Uma coisa é estabelecer entre as nações, através da ONU a DUDH, e outra coisa é fazer que esta se cumprisse em todos os seus itens/quesitos.

Esta seria como uma Bíblia do Humanismo, determinando como deve ser o homem; como deve ser tratado o cidadão. Segundo esta: “Todos os homens nascem iguais e livres; sem distinção de raça; religião; crença política; etc.”
Mas em 1948 e nos anos seguintes até agora encontramos a tortura presente na Indochina; na Argélia; Vietnam; Guantánamo; e no Iraque.

As declarações todas tem um valor. Desde que não atrapalhem os interesses de alguma das potências mundiais. Nessa hora cai tudo por terra.
Hitler afirmava quanto aos tratados estabelecidos pela Sociedade das Nações:

“Os tratados são papéis, e os papéis se rasgam.”
Isto nos traz a ideia que a História é feita pelas consciências más; sempre em busca de seus interesses, sejam eles a energia, o “espaço vital” como a Alemanha Nazista, ou o aumento do próprio poder.

01.3      A Idade Média e o Poder Pastoral
Na Idade Média (IM) a Inquisição se valia da tortura para castigar os pecadores. Sobre eles caia a ira de Deus.

Havia uma ordem vertical muito bem estruturada:

DEUS  »» Verdade »» PAPA »» Bispos »» Padres »» homem comum 

A verdade era revelada ao homem comum na confissão.
Michel Foucault nos fala da existência de um Poder Pastoral. Que era isto?
O padre recebia em confissão os “pecados” do homem, tendo assim sobre ele o poder de polícia, e tinha domínio sobre esse homem; uma vez que lhe conhecia todas as fraquezas.
Mas pecado não existe. Foi uma criação da Igreja. Só existe pecado, pois a Igreja assim o quis. Dessa maneira o “homem pecador” era um nada, compunha uma manada destituída de valor aqui na Terra. Qual a sua saída?

A busca do Reino dos Céus. E essa estrutura se manteve ao longo de 13 séculos.

01.4      A promessa do Reino dos Céus
O Poder Feudal se une à Idreja para propor/impor ao homem a promessa do Reino dos Céus.

A Igreja promete um Reino; um Reino de plenitude: Reino dos Céus, e Deus que nos vigia e nos pede sacrifícios vai nos recompensar nesse Reino.

A Esperança tem uma força incomensurável.
E o homem da IM está totalmente voltado para Deus, vive dentro da esperança, pois a força da Inquisição e do Poder Feudal só lhe permitia essa perspectiva: a espera do Reino. Sem possibilidade alguma de rebelião.

Assim se passaram 13 séculos até que na Holanda, em 1637, René Descartes publica o seu “Discurso do Método”, no qual ele duvidava de tudo, inclusive de Deus.
E por que publicar na Holanda?
Pelo fato da Holanda ter uma liberdade religiosa bem maior que a França.
A partir da publicação do “Discurso do Método” o homem já não mais está voltado para Deus, mas se desloca ele mesmo para a centralidade da História.
Embora ainda reinassem o terror e a tortura uma série de questionamentos puderam vir à tona, mesmo entre os religiosos, clérigos e teólogos:
Se Deus interfere no mundo, como é possível a existência do Mal?

Ou Deus ignora.

Ignora Auschwitz; ignora o genocídio da Armênia; ignora a ESMA da Argentina; o Estadio Nacional do Chile; ignora o que ocorre no Cambodja; no Vietnam; na Argélia; etc.

Onde está o Deus de amor afinal?
Disse Primo Levi: “Se existe Auschwitz não existe Deus.”
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Fim da aula 01 da temporada 05 de Filosofia Aqui e Agora - Direitos Humanos
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Eleições 2012? Como sofri com o PT.

Antes de mais nada devo dizer que este texto nada tem de autopiedade, ou qualquer coisa que se assemelhe.
Relata fatos onde a sordidez humana é o protagonista.

Paulo Cesar Fernandes


Hora do almoço de ontem. Na Carvalho de Mendonça uma aglomeração. Era Paulo Alexandre Barbosa cercado por umas 8 pessoas. Sua alegria era evidente.

Tive inveja.

Houve um tempo no passado que os candidatos que eu apoiava causavam esse impacto na população. A primeira dobradinha que o Nucleo Jabaquara apoiou foi Genoino (Freguesia do Ó - SP) - Federal e Cicote (Santo André) - Estadual.
...

Nesse tempo o PT ainda era Socialista.
Unir ao Maluf. Triste fim, triste fim.

Vencer o Maluf era nosso maior prazer.
Ver aquele bando de trogloditas com as bandeiras enroladas e de cabeça baixa no fim do dia era um prazer imenso. Um dia inteiro sofrendo provocações. Engoli muito sapo nos dias de eleição fazendo boca de urna no Morro da Penha, perto do Colégio São José onde votava.

Eram verdadeiros animais os "boqueiros do Maluf" viviam tentando nos intimidar, criar confusão para poder brigar. Bater mesmo no pessoal do PT.
 
Mas o PT tinha militantes.
 
Gente com ideologia e sem oportunismo. Gente que luta pelo socialismo. Um tipo de gente que deixou de interessar ao PT.
 
Optou por gente mais condescendente com atos "não convencionais" de lidar com a coisa pública, tal qual acompanhei em Santo André. Enquanto técnico pus no ar em 3 meses o que os incompetentes não conseguiam de forma nenhuma.
 
Por me saberem irredutível na ética começaram a me fustigar de todas as maneiras que se possa imaginar. Inclusive usando a nova relação da minha ex-companheira na tentativa de me triturar, no que quebraram a cara, pois quando acaba uma relação nada mais resta. Sofri muitas agressões do PT de Santo André.
Gente vil em diversos aspectos.
Torno público para que as pessoas se alertem na hora do voto.
 
Duas instituições me fizeram sofrer demais. Muito mesmo. O PT foi uma delas.

De minha parte, em Santo André, os denunciava junto à população. Explicava o que faziam, em bares e padarias ao fim da tarde. No local onde comprava ração. Na condução.
 
Na Prefeitura eles me trituravam, mas nas ruas todo militante é soberano. No trato com a população não tem prá ninguém. Todo militante transpira sinceridade.

Não tem diálogo comigo ou com qualquer militante de verdade. Este não se vende, nem por dinheiro e nem por oferta de cargos. Em jogo está um projeto ideológico. Os capas pretas do partido não entendem isso, tem diverso o raciocínio.
 

E hoje, eles do PT se unem ao Maluf.
Perderam o rumo e a dignidade.
 
Ou nunca tiveram na verdade.
 
Apenas caiu a máscara.

Paulo Cesar Fernandes  
(Não sei mentir, tal qual Ernesto Che Guevara, um dos meus faróis.

05/10/2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ode a Luis Enrique Mejia Godoy


La respuesta no me pertenence. (Ode a Luis Enrique Mejia Godoy

Desde los rincones de NIcaragua sabes tu?
El viento nada me dice.
Por la calles de mi ciudad nadie habla de eso
Pocos son los hombres que en la musica tienen su vivir
No vivir de ela solamente
Pero vivir en la musica como un sendero
Sendero sonoro y lleno de alegria
Llanura de notas y harmonias

Sonido y palabras a tocar hondo el corazon
Que tiene la musica? me preguntas

Me veo en silencio
Sin tu respuesta
Solamente aguardo
Tu nueva cancion.

Paulo Cesar Fernandes
04/09/2012
Santos - Brasil

 



Luis Enrique Mejía Godoy Oficial Gracias querido Paulo por estos versos llenos de amistad y sinceridad... Seguiremos cantándole a la vida y la esperanza con nuestra guitarra en alto...


Paulo Cesar Fernandes Y nosotros orando por los de Fundacion Mejia Giodoy; por vuestra salud, energia y alegria de hacer arte como camiño de sensibilidad y amor por todos los pueblos. PC